A loucura do Pokémon Go

Sair para a rua para apanhar pokémons é provavelmente um sonho comum a todos os que cresceram depois da década de 1990.
Ser o Ash, o protagonista da famosa série anime e viver um mundo de aventuras, sempre ao lado do fiel Pikachu, um dos mais famosos Pocket Monsters (Pokémon), está mais perto com o novo jogo para telemóveis, o Pokémon Go (clicando aqui acede ao site oficial).
Os jogos de pokémons não são novidade, mas até agora aconteciam em computadores e consolas, com o Pokémon Go, a ficção confunde-se com a realidade e os pokémons estão nas ruas, à espera de serem apanhados por uma “pokébola” virtual.

O jogo foi lançado na passada quarta-feira pela Niantic, uma empresa de software dedicada à criação de jogos de realidade aumentada, e, o objectivo é desafiar os jogadores a encontrar os pokémons em casas, centros comerciais, descampados, bibliotecas, utilizando para isso a sua localização geográfica.
A grande diferença em relação aos jogos anteriores, e o que explica em grande parte o sucesso que a aplicação está a ter, é justamente a obrigatoriedade do jogador se transformar no próprio treinador e ser incentivado a viajar e interagir no mundo real com a realidade virtual que lhe é apresentada no ecrã do telemóvel. Além disso, a localização assenta também nas características dos pokémons, por exemplo, um pokémon de fogo tende a ser encontrado perto de estações de combustíveis, por exemplo. 
O resultado é uma combinação de observação aérea, geocaching e caça de troféus, o jogador aponta para o local onde está referenciado o Pokémon e ele aparece, tendo como fundo as imagens do mundo “real” captadas pela câmara do smartphone. Caso o treinador pretenda, pode devolver pokémons repetidos para fortalecer os que já tem. Depois de serem apanhados, os pokémons são treinados para competir em batalhas.
A aplicação é de tal forma interactiva que alguns já lhe chamam de “aplicação fitness disfarçada” e há quem confesse ter caminhado pela primeira vez “em meses” graças ao novo jogo.
Na sexta-feira, o Pokémon Go já estava instalado num telemóvel a cada 20 androids nos EUA e o tempo médio de utilização era de 43 minutos, muito mais do que aquele passado no Twitter, por exemplo, escreve o Washington Post, além disso, a previsão é de que o número de utilizadores diários ultrapasse mesmo os números do Twitter, avança a revista Forbes, sendo que a aplicação ainda nem sequer foi lançada globalmente e só estão, para já, a ser considerados dados do sistema Android.
Para além da dimensão registada nas redes sociais, o sucesso do jogo pode ser medido em números, a febre do “vou apanhá-los todos” já se reflectiu nos resultados da empresa, apesar de a aplicação ser gratuita, as acções na Nintendo já valorizaram 76% desde o lançamento do jogo, valorizando a empresa em mais de dez mil milhões de euros.
Agora, a chave assenta nas aplicações complementares, que convidam os jogadores a apostar em upgrades, e já são muitas as versões disponíveis de guias, vídeos, dicas e ajudas e até um chat entre jogadores.
Na sua história, a empresa japonesa tinha apenas apostado em jogos para as consolas, mas o arrefecimento das vendas dos últimos anos empurraram a multinacional para o mercado mobile, em Março, a Nintendo lançou o seu primeiro jogo para smartphone, o Miitomo e planeia lançar pelo menos mais quatro jogos para este meio até Março do próximo ano.
Mas o insólito também tem acontecido com os jogadores a não encontrarem apenas pokémons, desde que o jogo foi lançado, já chegaram à polícia relatos de encontros inesperados com assaltos e cadáveres.
A própria localização dos pokémons também já gerou alguns alertas, foi o caso de uma estação de comboios em Sidney, Austrália, que pede segurança para estes treinadores, alertando para o perigo de colocar um pokémon nos carris, mas também há relatos de sítios improváveis como funerais ou salas de parto.

Na página oficial do jogo, os fabricantes apelam à “paciência dos treinadores” e pedem que só sejam instaladas versões oficiais, uma vez que as restantes “podem conter malware ou vírus” e afirmam que estão a trabalhar de modo a conseguir receber mais jogadores e lançar o jogo em mais países.

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