Na
primeira reunião após “Brexit”, o Banco Central Europeu (BCE)
manteve nesta quinta-feira a sua taxa de juro directora inalterada em
0%, considerando que não são necessários, no imediato, novos
estímulos. Mais do que o impacto da saída da Grã-Bretanha da União
Europeia, a instituição manifestou-se preocupada com a
rentabilidade dos bancos da zona euro.
Na
habitual conferência de imprensa, o presidente do BCE, Mario Draghi,
garantiu que vai permanecer vigilante, mas esperará até Setembro
para avaliar a necessidade de novas medidas.
Sobre
as primeiras reacções ao “Brexit”, Draghi considerou que
aumentou a volatilidade e a incerteza nos mercados financeiros, mas
destacou “a resistência encorajante” que revelaram, “Após o
referendo no Reino Unido, os mercados financeiros da zona euro
ultrapassaram a incerteza e a volatilidade com uma resistência
encorajante.
A anunciada prontidão dos bancos centrais para dar
liquidez se necessário, a nossas medidas de política monetária e a
robustez do sistema de regulação e supervisão, ajudaram a conter”
os eventuais problemas de mercado, defendeu.
Questionado
sobre as necessidades de recapitalização dos bancos da zona euro, o
presidente do BCE contrapôs que o principal problema dos bancos da
zona euro neste momento não é de solvência, mas de rentabilidade.
“Quanto
à solvência, os nossos bancos estão melhor, ou até muito melhor
do que estavam antes”, afirmou Draghi, acrescentando que “o
problema que temos de enfrentar agora é a fraca rentabilidade, não
é um problema de solvência”.
O
responsável máximo do BCE reconhece que o crédito malparado
constitui “um problema significativo para a capacidade de os bancos
concederem empréstimos” ao sector privado na zona euro,
considerando que uma medida de apoio público “seria muito útil”,
se autorizada pela Comissão.


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