Os
Estados Unidos não dispõem de provas do envolvimento de
responsáveis sauditas nos atentados de 11 de setembro em Nova
Iorque, referem as páginas secretas de um relatório parlamentar de
investigação redigido em 2002 e apenas divulgado nesta sexta-feira.
As
agências de informações norte-americanas não conseguiram
“identificar de forma definitiva” as ligações entre autoridades
sauditas e os atacantes do 11 de setembro de 2001, afirmam nas 28
páginas desclassificadas as comissões de Informações do Senado e
da Câmara dos representantes.
Os
legisladores das duas bancadas tinham pedido a sua publicação, mas
a administração de Barack Obama referiu que apenas o faria após
cuidadosa revisão.
A
Casa Branca alegou que a comissão para investigar o 11 de setembro
criada pelo Congresso examinou a fundo o assunto e não encontrou
provas de um vínculo entre as autoridades sauditas e os
sequestradores dos aviões que atacaram Nova Iorque e Washington.
Na
sua conferência de imprensa diária o porta-voz da Casa Branca, Josh
Earnest, descartou que o conteúdo do documento resulte de um
compromisso com os sauditas, porque “o informe desclassificado”
que existia até ao momento afastava essa possibilidade.
O
Governo norte-americano receava que a publicação desse estudo
afetasse as relações que mantém com um dos seus mais valiosos
aliados no Médio Oriente.
O
documento pode ser consultado na página
digital do Comité de
Informações da Câmara baixa dos Estados Unidos. (clicando aqui acede à página)
Em
comunicado, o embaixador saudita em Washington, Abdullah Al-Saud,
regozijou-se com a divulgação e as conclusões do informe.


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