FBI arquiva caso após 45 anos de investigação

O crime de D.B. Cooper, homem que sequestrou em 1971 um avião do qual se atiraria com 200 mil dólares (181 mil euros) em dinheiro, 45 anos depois, o mais longo e exaustivo caso investigado pela polícia norte-americana é arquivado.
O FBI vai redirigir os recursos alocados até agora [neste] caso, para que seja possível dar atenção a outras prioridades investigativas”, anunciou, Ayn Dietrich-Williams, porta-voz desta polícia norte-americana.
As autoridades salientam, no entanto, que não significa que caso não volte a ser investigado, “Se alguma prova física específica surgir, relacionada especialmente com o paraquedas e com o dinheiro roubado, a delegação local do FBI deve ser contactada”, reforça Dietrich-Williams, no The Seattle Times.

A 24 de novembro de 1971, um passageiro do voo da Northwest Orient Flight que partira de Portland, Oregon em direção a Seattle disse à assistente de bordo que tinha uma bomba na sua bagagem de mão. No aeroporto de Seattle, D.B. Cooper (pseudónimo do criminoso) trocou os 727 passageiros por quatro paraquedas e uma mala com os 200 mil dólares, exigindo ainda que fosse levado até ao México.
Pouco depois da descolagem, estava o avião entre Washington e Oregon, Cooper saltou com um dos paraquedas, que tinha o de reserva cosido para não funcionar.
Muitos acreditam que o criminoso terá morrido nesta audaz tentativa de fuga, embora o seu corpo nunca tenha sido recuperado.
Na verdade, de D.B. Cooper nunca mais nada se soube, embora ao longo dos anos tenham surgido múltiplas pistas e testemunhas que possibilitaram a congeminação de teorias, mas nunca a averiguação do genuíno final do ladrão.
Em 1980, por exemplo, um conjunto de notas do dinheiro do resgate foi encontrado nas margens do rio Columbia, nessa ocasião, foi impossível apurar a origem dessas notas, intensificando-se progressivamente a curiosidade em torno deste caso irresolúvel.

Se D. B. Cooper que, entretanto já faz parte do folclore americano, estiver vivo terá hoje cerca de 90 anos.

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