A
organização ambiental brasileira Fundação Amazonas Sustentável
(clicando aqui acede ao site da fundação) é a vencedora da edição
deste ano do prémio Calouste Gulbenkian, anunciou nesta
segunda-feira a fundação portuguesa em comunicado enviado às
redacções.
O
prémio, no valor de 250 mil euros, será entregue pelo Presidente da
República de Portugal Marcelo Rebelo de Sousa, na próxima
quarta-feira, numa cerimónia a decorrer no Anfiteatro ao Ar Livre da
fundação.
Criado
em homenagem ao seu fundador, o prémio Calouste Gulbenkian é
atribuído a uma pessoa ou instituição, portuguesa ou estrangeira,
que se tenha distinguido na defesa dos valores essenciais da condição
humana.
Este
ano, o júri do prémio, presidido por Jorge Sampaio, distinguiu,
entre 75 candidaturas, uma organização ambiental brasileira que se
tem destacado na defesa da floresta do Amazonas e das suas
comunidades.
O
júri enalteceu a acção desta organização que, operando numa
“zona mundialmente tão crítica como a Amazónia”, desenvolve
projectos para “reduzir o desmatamento” e “preservar a
biodiversidade, contribuindo para melhorar a qualidade de vida das
populações tradicionais”. O júri sublinhou que esta distinção
representa “um sinal forte” da importância das questões
ambientais num ano marcado por um acordo histórico sobre as
alterações climáticas assinado, na ONU, por um número recorde de
países.
Criada
em 2007 pelo Banco Bradesco em parceria com o Governo do Estado do
Amazonas, a Fundação Amazonas Sustentável é uma organização
brasileira não-governamental sem fins lucrativos, que tem como
missão a defesa e a valorização da floresta, promovendo o
envolvimento sustentável, a conservação ambiental e a melhoria da
qualidade de vida das comunidades ribeirinhas do Estado do Amazonas.
Para tal, tem vindo a implementar, com grande sucesso, vários
programas que, em 2015, envolveram 574 comunidades, beneficiando mais
de 40 mil pessoas.
Citado
no comunicado da Fundação Gulbenkian, Virgílio Viana,
director-geral da Fundação Amazonas Sustentável, manifestou-se
“honrado” e “reconhecido” pela obtenção prémio,
dedicando-o a toda a equipa “que se envolve de maneira apaixonada e
com muita seriedade e profissionalismo nos enormes desafios” da
fundação.
De
acordo com Viana, “os recursos serão destinados a programas e
projectos desenvolvidos junto das centenas de comunidades” com as
quais a fundação trabalha, acrescentando que, “tal como todos os
recursos recebidos pela Fundação Amazonas Sustentável, este
recurso será auditado pela pWc e será enviado à Fundação
Calouste Gulbenkian um relatório detalhando o investimento do
prémio”.
Nos
projectos da Fundação Amazonas Sustentável destaca-se o Programa
Bolsa Floresta, que promove oficinas dirigidas às famílias
ribeirinhas sobre mudanças climáticas e serviços ambientais,
alertando para os efeitos negativos da abertura de novas áreas de
roçado em florestas primárias.
Já
o Programa de Educação e Saúde desenvolve esforços para ampliar e
qualificar a oferta de serviços públicos de saúde e de educação
nas comunidades para implementar projectos de qualificação
profissional, empreendedorismo, atenção integral à primeira
infância, intercâmbio de saberes, incentivo à leitura, reciclagem
de resíduos sólidos e práticas agro-ecológicas e de permacultura.
Também o Programa de Soluções Inovadoras tem encorajado projectos
para melhorar a produção, a qualidade dos produtos e o rendimento
das populações por meio de dispositivos e equipamentos inovadores,
incentivando boas práticas e procedimentos de segurança.




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