Os
accionistas da London Stock Exchange (LSE), responsável pela gestão
da bolsa de Londres, deram nesta segunda-feira luz verde à fusão
com a Deutsche Börse, que gere a bolsa de Frankfurt, apesar dos
receios relacionados com a saída do Reino Unido da União Europeia.
A
LSE anunciou, num comunicado, que a operação foi aprovada por uma
maioria de 99,89% dos accionistas que votaram.
A
responsável pela gestão da bolsa de Londres sublinha que a
“transacção inclui todos os mecanismos necessários para
responder ao resultado do referendo”, numa altura em que o “Brexit”
tinha lançado algumas dúvidas sobre a concretização do negócio.
“Sendo
o Reino Unido apenas um país europeu ou um membro da União
Europeia, a fusão permitirá criar um grupo competitivo à escala
mundial e de referência no mercado”, diz a LSE, acrescentando que
a operação “criará valor para os accionistas e para os clientes,
independentemente da resolução destas incertezas [relacionadas com
o ”Brexit”]”.
Para
fazer face a este novo enquadramento, os dois operadores criaram um
“comité referendo”, liderado pelo presidente da Deutsche Börse,
Joachim Faber, que tem como função fazer recomendações que
permitam ao grupo responder às exigências das autoridades com vista
a obter luz verde das autoridades que permita a concretização do
negócio.
Os
accionistas da Deutsche Börse têm até ao dia 12 de Julho para
manter ou não as suas participações, mas não serão consultados
em assembleia geral, como aconteceu com os accionistas da LSE.
A
fusão poderá encontrar alguns obstáculos na Alemanha, a autoridade
reguladora, que tem apenas um papel consultivo, não vê com bons
olhos que a praça de Frankfurt seja liderada a partir de um país de
fora da União Europeia.
O
projecto de fusão, prevê que o grupo seja dirigido pelo responsável
da Deutsche Börse, mas assuma a forma de uma holding britânica
baseada em Londres.
O
novo gigante dos mercados, que resultará da fusão
anunciada em março, será um
concorrente directo da Euronext (que junta as bolsas de Paris,
Amesterdão, Bruxelas e Lisboa) e do ICE (que gere a Bolsa de Nova
Iorque)


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