O
piloto britânico Lewis Hamilton (Mercedes), bicampeão mundial de
Fórmula 1 em exercício, venceu, neste domingo, o Grande Prémio da
Áustria, nona prova do Campeonato do Mundo, aproximando-se da
liderança da categoria rainha do desporto automóvel.
A
emoção do Grande Prêmio da Áutria, deu-se precisamente na última
volta, quando Nico Rosberg na ultrapassagem a Lewis Hamilton tocou no
carro do companheiro de equipa da Mercedes.
Houve
contacto entre os dois Mercedes, com Hamilton a passar para primeiro
e Rosberg a ficar com o carro danificado, terminando na quarta
posição. O alemão liderava a corrida e tentou dificultar a manobra
ao britânico, “empurrando-o” para fora da pista. Os dois carros
tocaram-se e o de Rosberg sofreu danos que o impediram de segurar a
posição até ao final. O comportamento do alemão está a ser
investigado pelos comissários da corrida.
“Eu
estava por fora, não fui eu quem provocou o toque”, justificou-se
Hamilton, que foi recebido com apupos quando subiu ao pódio, “Estou
aqui para ganhar. O Nico [Rosberg] cometeu um erro na primeira curva
e eu tive uma oportunidade na curva seguinte. Deixei muito espaço no
interior mas ele veio para cima de mim. Talvez tenha tido algum
problema com os travões”, acrescentou.
Rosberg,
por seu lado, estava destroçado por ter deixado fugir o triunfo, “É
inacreditável. Tinha a certeza que ia vencer a corrida. A última
volta foi muito intensa, estava a ter dificuldades com os travões e
os pneus estavam muito desgastados. Isso deu uma oportunidade ao
Lewis [Hamilton] mas eu acreditava que podia defender-me.”
O
incidente valeu críticas aos dois pilotos por parte dos responsáveis
da Mercedes, “Temos de analisá-lo cuidadosamente, mas não foi
bonito de se ver. Suponho que o Nico teve um problema com os travões,
por isso alongou a trajectória e o Lewis foi empurrado para fora.
Mas ainda não consegui perceber porque se tocam depois disso”,
confessou o director não-executivo da Mercedes, Niki Lauda.
O
chefe da equipa, Toto Wolff, foi menos diplomático, “Foi uma
insensatez. Ver os dois carros quase colidirem é desconcertante.
Facilmente podiam ter ficado os dois fora da corrida.”
Hamilton,
que tinha partido da '‘pole position’', completou as 71 voltas da
corrida realizada no circuito Red Bull Ring, em Spielberg, em
1:27.38,107 horas (média de 210,203 km/h), batendo por 5,719
segundos o holandês Max Verstappen (Red Bull) e por 6,024 o
finlandês Kimi Räikkönen (Ferrari), segundo e terceiro
classificados.
O
britânico, que já conquistou três títulos na disciplina rainha do
desporto automóvel (2008, 2014 e 2015), reduziu de 24 para 11 pontos
o atraso para o alemão Nico Rosberg, líder do Mundial, que terminou
no quarto lugar, a 16,710 segundos do colega de equipa na Mercedes.


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