A
venda do maior diamante em bruto encontrado no último século foi
adiada indefinidamente por falta de compradores interessados em
investir mais de 63 milhões de euros (70 milhões de dólares),
mínimo exigido pela Sotheby's.
A
proposta máxima conseguida durante o leilão da pedra preciosa “do
tamanho de uma bola de ténis” rondou os 55 milhões de euros (61
milhões de dólares), ficando muito abaixo não só do patamar
mínimo considerado pela sociedade de vendas, mas também do valor
esperado face à venda em maio último de um diamante de 813 quilates
(encontrado pela mesma empresa) por 56 milhões de euros (63 milhões
de dólares).
Os
especialistas tinham previsto que o lance vencedor rondaria os 78
milhões de euros (86 milhões de dólares), o que significaria que
seria a pedra preciosa mais cara de sempre. Ainda que esta projeção
tenha ficado longe da realidade, este diamante em bruto é o maior
alguma vez leiloado.
O
"Lesedi la Rona" (ou "a nossa luz", na tradução
portuguesa) tem mais de mil quilates (1109) e foi encontrado em
novembro no Botsuana, numa mina detida pela Canada's Lucara Diamond
Corporation, uma empresa sedeada em Vancouver.
A
companhia que encontrou o segundo maior diamante em bruto de sempre é
hoje considerada a empresa do mundo com as maiores e melhores pedras
preciosas.
Face
ao falhanço do leilão que aconteceu nesta
quarta-feira, em Londres, espera-se agora que o diamante seja
potencialmente alvo de uma venda privada.
O
maior diamante de sempre, que foi descoberto em 1905, na África do
Sul, tinha 3106 quilates e foi cortado para ser encaixado num dos
cetros e numa das coroas das joias da Coroa britânica.


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