“Bem-vindos ao inferno” Rio de Janeiro

"Bem-vindos ao inferno. Polícias e bombeiros não são pagos. Quem vier ao Rio não está seguro".
Esta a mensagem escrita numa faixa negra que um grupo de polícias civis e bombeiros levaram até ao aeroporto internacional António Carlos Jobim, no Rio de Janeiro, Brasil, para mostrar aos turistas que chegaram nesta segunda-feira.
Os agentes da polícia, que à tarde fizeram uma paralisação de oito horas e um protesto diante da sede da corporação, estão em protesto contra a precariedade das condições de trabalho, devido aos cortes orçamentais, e o parcelamento dos salários.
Segundo é relatado no site G1, os cortes orçamentais afetam os serviços no dia a dia (limpeza e higiene ou combustíveis), mas também nos prestados aos detidos.

Numa carta aberta à população, a polícia justifica o protesto com o “sucateamento galopante das condições de trabalho”, explicando que falta água, papel, impressora e faxina (limpeza) e realçando que “o sistema de inteligência e o banco de dados estão seriamente ameaçados”.
A chefia de Polícia Civil afirmou em comunicado que a mobilização dos agentes é justa “em razão das dificuldades enfrentadas por esses importantes operadores de segurança pública”.
Numa outra mensagem colocada junto ao aeroporto (desconhece-se a sua autoria, pode ler-se "Bem-vindos. Não temos hospitais".
O Rio de Janeiro vai receber os Jogos Olímpicos, entre 5 e 21 de agosto, e, a pouco mais de um mês para o arranque, o governador interino do Rio de Janeiro, Francisco Dornelles avisou que “se alguns passos não forem tomados, [o evento] pode ser um grande fracasso.”

A segurança, os transportes e a saúde pública são os três principais dilemas em discussão, no advento do encontro desportivo.

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