Os
recentes atentados aos aeroportos de Bruxelas e Istambul colocaram
novas preocupações aos arquitectos responsáveis pela projecção e
modernização destes espaços.
O
desafio é pensar formas de diminuir os perigos e ameaças, por
exemplo, no caso dos aeroportos, espaços abertos e altos podem
reduzir o impacto de uma explosão.
A
arquitectura surge como aliada no combate ao terrorismo, e, a pensar
nisso, a empresa Gresham, Smith and Partners criou no aeroporto
Norfolk na Virgínia, EUA, uma área totalmente ampla, sem colunas de
apoio e que pode ser facilmente reconfigurada.
Uma
das preocupações é diminuir as áreas de congestionamento, as mais
procuradas pelos terroristas, em zonas menos seguras e criar mais
zonas de segurança ao longo do edifício para reduzir as multidões.
Outra
das ideias passa pelo desenho do espaço articulado com as
ferramentas tecnológicas ao dispor da segurança dos aeroportos,
obrigando todos os passageiros e todos os que entram no espaço dos
aeroportos a percorrer um percurso específico que aumenta a
exposição aos controlos de segurança existentes, como os sensores
de alta tecnologia e reconhecimento facial, que servem de apoio à
identificação de potenciais ameaças.
Wilson
Rayfield, vice-presidente executivo responsável pelo sector da
aviação da empresa, sublinha que os projectos têm de ser pensados
antecipando todos os cenários. Rayfield chama a atenção para o
exemplo dos casinos em Las Vegas, defendendo que a “aviação tem
muito a aprender” com a arquitectura destes espaços, no que
respeita à localização das câmaras de vigilância e métodos de
controlo de multidões.
A
pensar nisso, a renovação do aeroporto internacional de Denver já
incorporará as mais recentes inovações, respondendo ao pedido
feito em Maio pela Transportation Security Administration dos EUA,
que pediu às empresas para trabalharem em novas formas de lidar com
as ameaças, melhorar o controlo dos passageiros e investissem em
tecnologia de controlo de segurança. As propostas são entregues até
ao final deste mês.
Para
Israel, esta preocupação não é uma novidade, concluído em 2004,
o terminal principal do aeroporto internacional de Israel Ben Gurion
tem tectos altos, é feito em mármore e tem vários corredores, em
forma de roda. Além disso, neste aeroporto, a segurança começa
ainda antes de se entrar no interior do edifício, o controlo começa
a ser feito na zona do parque de estacionamento e nos terminais, onde
os carros são parados e verificados pelas autoridades competentes e
até as matrículas são verificadas.
No
entanto, alguns especialistas alertam que tais precauções seriam
impossíveis de aplicar em aeroportos mais movimentados.
Para
Thomas Sanderson, director de um think
tank com
sede em Washington, no Centro de Estudos Estratégicos e
Internacionais, “a aviação
vai continuar a ser um alvo favorito”
e por isso importa estar sempre atento e procurar reduzir todas as
ameaças com as ferramentas ao dispor.



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