Após
a divulgação da vitória do “Leave” no referendo britânico
para a saída da União Europeia, na manhã de 24 de Junho, o medo e
a incerteza de um futuro em
terras britânicas, começaram
a tomar conta das vidas de muitos residentes do Reino Unido, a
prova disso foi a afluência
quatro vezes maior ao site de
emprego alemão Jobspotting, por
parte de cidadãos em território britânico, que quase deitou o
servidor abaixo.
Hessam
Lavi, fundador do site, disse
ao jornal The Local, que “o
rápido crescimento do tráfego reflecte a apreensão que os
residentes britânicos têm relativamente aos seus trabalhos e
futuros.” Estes comentários vêm reforçar a ideia de que poderá
verificar-se um êxodo do Reino Unido para países que ainda
pertencem à União Europeia.
O Jobspotting
é um site que tem dois anos
e que ajuda as pessoas a encontrar emprego em dez países e,
normalmente, não tem tantos visitantes, “nem no Ano Novo, quando
as pessoas querem cumprir as suas resoluções”, os
utilizadores britânicos constituem 44% do total de utilizadores que
têm acedido ao site e têm entre 25 a 34 anos.
Apesar
de ser difícil identificar claramente se os utilizadores são
cidadãos britânicos ou cidadãos de outros países europeus que aí
residem e que se viram forçados a procurar uma alternativa devido ao
aumento de 57% dos crimes de
ódio, Lavi disse ao The
Local que 60% dos internautas
usaram o inglês britânico e 25% o inglês americano, “Esta é a
consequência imediata da pergunta ‘O que é que fazemos agora?’”,
diz. Também a página de emprego do próprio jornal verificou um
aumento de visualizações de 63% no dia dos resultados do referendo,
comparativamente ao dia da ida às urnas.
Além
da Alemanha, a Irlanda é também um destino popular, com filas a
formarem-se à porta dos departamentos de passaporte e em alguns
postos de correio.
Charles
Flanagan, Ministro dos Negócios Estrangeiros, dirigiu-se aos
britânicos preocupados e garantiu que “não precisam de ter
pressa”, referindo que, “o crescimento deste interesse mostra que
as pessoas com passaporte no Reino Unido estão preocupadas em perder
os direitos que têm como cidadãos da União Europeia e esse não é
o caso”.


Sem comentários:
Enviar um comentário