O
Banco de Inglaterra deixou esta quinta-feira a sua taxa de juro de
referência inalterada em 0,5%, apesar da decisão britânica,
aprovada em referendo, de
deixar a União Europeia (UE).
Na
primeira reunião do Banco de Inglaterra após a vitória do
“Brexit”, a maioria dos analistas financeiros antecipavam uma
descida da taxa de referência para 0,25%.
No
mercado cambial, a primeira reacção à decisão de manutenção da
taxa foi de subida da libra em mais de 1% face ao dólar e ao euro,
uma subida
que está longe de recuperar a
queda para valores de mais de trinta anos
após o referendo.
A
maioria dos membros do comité de política monetária da instituição
espera, no entanto, uma flexibilização em Agosto, indicam as actas
da reunião de Julho.
"Os
dados oficiais sobre a actividade económica no período a seguir ao
referendo ainda não estão disponíveis. No entanto, há sinais
preliminares de que o resultado afectou a confiança das famílias e
das empresas", indicou o banco central britânico, admitindo
mesmo que há investimentos a serem adiados, e “congelamento” na
contratação de novos trabalhadores.
A
taxa de juro de referência do banco central britânico está em 0,5%
desde Março de 2009, quando foi também adoptado um programa de
compra de activos destinado a apoiar a economia que, na altura,
estava em recessão.
A
expectativa de redução da taxa foi criada pelo próprio governador
do Banco de Inglaterra, Mark Carney, quando em final de Junho admitiu
que, em face do resultado do referendo, deveria ser “necessária
uma flexibilização monetária no verão”.
O
Banco de Inglaterra afirma-se preparado "para qualquer acção
que seja necessária para apoiar o crescimento e colocar a inflação
no nível pretendido (2%).
Apesar
da forte reacção dos mercados financeiros quando foram anunciados
os resultados do referendo, a 24 de Junho, o supervisor financeiro
considera que “os mercados funcionaram bem, com a melhoria da
resistência do sistema financeiro do Reino Unido e a flexibilidade
do quadro de regulação a permitirem limitar o impacto” da
decisão.


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