Um
protesto contra a construção de uma incineradora, numa cidade
chinesa, que os habitantes locais temem vir a contaminar o rio mais
próximo, juntou este domingo mais de dez mil pessoas.
Os
manifestantes vieram de várias cidades da província de Guangdong,
no sul, e concentraram-se na estrada principal de Lubu e numa
auto-estrada nacional durante seis horas, de acordo com o
jornal South
China Morning Post.
As
autoridades locais enviaram cerca de quatro mil polícias e elementos
das forças de intervenção para conter a manifestação, que chegou
a degenerar em violência quando algumas pessoas tentaram invadir
edifícios governamentais. O balanço dado pelas autoridades aponta,
contudo, para 1400 pessoas presentes no protesto.
O
governo local tinha anunciado na véspera a intenção de suspender o
plano de construção, na sequência de um protesto em Junho. Mas a
população local receia que se trate apenas de um adiamento e que a
construção chegue mesmo a ter luz verde.
O
departamento de propaganda do distrito de Zhaoqing acusou “alguns
membros do público que desconhecem a verdade e foram levados por
arruaceiros” de tentar invadir o edifício do governo local e de
atacar “violentamente alguns agentes da polícia, ferindo-os”.
As
autoridades revelaram terem detido 21 pessoas para serem “educadas
e investigadas”. Segundo escreve o South
China Morning Post,
os dois comunicados foram entretanto removidos da página do governo
local.
É
raro a China assistir a manifestações contra decisões
governamentais desta magnitude, mas
a poluição é cada vez mais uma
das grandes preocupações no
país mais populoso do mundo.
Em
Dezembro do ano passado, Pequim
emitiu pela primeira vez um “alerta vermelho” por
causa dos altos níveis de poluição atmosférica. Durante vários
dias, escolas foram encerradas, o trânsito rodoviário foi limitado
e houve fábricas que cessaram a produção.


Sem comentários:
Enviar um comentário