FIFA aprova Taça da China

Cerca de um quarto de século depois, do surgimento da Taça das Confederações, está na forja um novo torneio mundial de seleções: será a Taça da China, mais uma iniciativa do Wanda Group, um dos conglomerados empresariais chineses que têm investido em força no futebol.
A nova prova made in China já foi aprovada pela entidade que gere o futebol a nível mundial, a FIFA, deve decorrer em janeiro, a partir de 2017, juntando sempre a seleção chinesa a três das melhores equipas nacionais da Europa e das Américas.

"É a primeria competição internacional de futebol que chega à China; é um torneio de nível A aprovado pela FIFA; e assim os adeptos chineses não terão de deslocar-se ao estrangeiro ou de ver as partidas a horas impróprias para desfrutar de um grande evento", descreve, em comunicado, o Wanda Group, que é patrocinador desde março.
Para além da vertente comercial, um dos objetivos do grupo do milionário chinês Wang Jianlin, cuja principal área de negócios são os conteúdos audiovisuais, é fortalecer o desporto-rei no Império do Meio.
O novo torneio é visto como mais “uma forma de revitalizar o futebol na China”, tal como Wang Jianlin tem descrito as suas investidas negociais no seio da modalidade.

Desde 2015, o Wanda Group é acionista (20%) do Atlético de Madrid e proprietário da Infront Sports & Media, a empresa de marketing desportivo, com sede na Suíça, que detém os direitos de transmissão das competições da FIFA até 2022 (e é presidida por Philippe Blatter, sobrinho do ex-presidente da FIFA).

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