O
Governo japonês vai lançar uma nova ronda de medidas de estímulo
orçamental para dinamizar a economia nipónica. A adopção de mais
medidas da política conhecida como Abenomics, destinadas a
dinamizar a procura interna, foi confirmada pelo primeiro-ministro do
Japão, Shinzo Abe, no rescaldo de uma vitória eleitoral no Senado
japonês.
Abe
já tinha prometido mais
medidas económicas para
reforçar o impulso expansionista da política orçamental do
Governo, para combater a deflação, inverter os sinais de estagnação
da economia depois de as medidas do banco central do país não
produzirem os resultados esperados.
Ao
reafirmar essa intenção, dizendo que o Governo está pronto para
fazê-lo, Abe gerou nesta terça-feira uma reacção optimista nos
mercados, a Bolsa de Tóquio terminou a sessão com uma subida de
2,46% e o iene desvalorizou-se em relação ao dólar.
Oficialmente
ainda não se sabe qual a dimensão do pacote de estímulos, segundo
alguns membros da coligação governamental, o executivo está pronto
para lançar um plano na ordem dos dez biliões (milhões de milhões)
de ienes (cerca de 88 mil milhões de euros).
O
primeiro-ministro ordenou aos membros do Governo que trabalhem no
novo pacote de estímulos económicos e, até as medidas serem
aprovadas no Parlamento, o que pode acontecer apenas em Setembro, os
mercados mantêm-se atentos às decisões de política monetária que
o Banco do Japão tomará até lá, aguardando com expectativa a
reunião deste mês.
A
posição assumida por Shinzo Abe foram vistas por investidores como
expressão da vontade de ver no terreno medidas de política
monetária.
Shinzo
Abe tinha há muito programado um aumento do IVA no país,
justificando-o com a necessidade de assegurar a sustentabilidade das
contas públicas, mas foi adiando essa intenção, tendo em Junho
voltado a adiar o agravamento do imposto geral sobre o consumo.


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