John
Hinckley Jr., o homem que em 1981 tentou assassinar, na altura o presidente dos
Estados Unidos, Ronald Reagan, vai sair em liberdade depois de ter
estado internado num hospital psiquiátrico durante os últimos 35
anos.
Hinckley,
que tinha 25 anos quando atirou para matar o presidente
norte-americano Ronald Reagan, recentemente
empossado na altura,
foi considerado inimputável “por
motivos de insanidade” e
não foi declarado culpado em tribunal, no
entanto, foi “condenado”
a ficar internado para tratamento num hospital psiquiátrico.
Esta
quarta-feira o juíz federal Paul Friedman declarou que Hinckley já
não está numa situação em que pode colocar a vida dele ou de
terceiros em risco e pode ser libertado no próximo mês.
Hinckley,
de 61 anos de idade, encontra-se num hospital psiquiátrico em
Washington, agora terá autorização para viver com a sua mãe, Jo
Ann, numa área residencial de acesso restrito. “É-lhe permitido
viver a tempo inteiro em Williamsburg, Virgínia, em licença de
convalescença, que não deve começar antes do dia 5 de Agosto de
2016”, lê-se no comunicado de 14 páginas, onde foram anexadas 34
condições detalhadas pelo juiz, que podem ser depois atenuadas
dependendo do seu progresso.
Hinckley
terá que frequentar consultas com a sua psiquiatra em Washington,
pelo menos uma vez por mês, e notificar os serviços secretos sempre
que se deslocar para essas consultas, e, no caso de a sua mãe, de 90
anos, deixe de conseguir acompanhá-lo em casa, essa responsabilidade
ficará a cargo dos irmãos. No entanto, o juiz considerou a hipótese
de eventualmente Hinckley poder viver sozinho.
Outras
condições proíbem Hinckley de contactar meios de comunicação ou
de partilhar de alguma forma as suas criações artísticas, está
também absolutamente proibido de contactar directa ou indirectamente
a actriz Jodie Foster, que diz ter sido a motivação para o crime,
ou os familiares de Ronald Reagan.
A
família Reagan foi sempre contra a sua libertação, Patti Reagan
Davis, filha do antigo presidente,
escreveu no ano passado no seu site
que queria acreditar nos
médicos que atestavam que o atirador já não representava um
perigo, mas achava que estes estavam errados quanto às melhoras de
Hinckley.
O
ataque aconteceu no dia 30 de Março de 1981, quando, numa tentativa
de impressionar a actriz Jodie Foster, por quem Hinckley tinha ficado
obcecado, quando viu o filme Taxi
Driver, disparou
sobre o Presidente Ronald Reagan e mais três homens, o seu assessor
de imprensa, um polícial
e um agente dos serviços secretos, que se encontravam à porta do
hotel Hilton de Washington. O Presidente foi atingido por uma bala
que lhe perfurou um pulmão, submetido
a cirurgia, veio a recuperar dos ferimentos.
James
Brady, na época porta-voz da Casa Branca, ficou gravemente ferido,
baleado na cabeça, acabaria por sofrer danos cerebrais e ficar
parcialmente paralisado, forçado a deslocar-se em cadeira de rodas.
Mais tarde tornou-se num importante defensor do controlo de armas,
com a sua mulher Sarah, criou uma organização que ajudou a que em
1993 fosse imposta uma lei que obriga a um maior escrutínio no
processo de compra de uma arma. A sua morte, em 2014, foi considerada
homicídio, pois resultou de problemas causados pelas lesões que
sofreu em 1981, escreveu a CNN.



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