Numa
proeza científica, um grupo de investigadores da Universidade de
Washington, em Saint Louis, nos Estados Unidos, atualizou o mapa
centenário do cérebro humano, adicionando 97 novas regiões às 83
anteriormente conhecidas.
As
180 zonas cerebrais identificadas são relevantes no controlo da
linguagem, percepção, consciência, pensamento, atenção e
sensação.
De
acordo com o The Guardian,
espera-se agora que este mapa, o mais completo do córtex humano,
alguma vez apresentado, substitua o de Brodmann (realizado há mais
de 100 anos) no trabalho diário das mais diversas áreas
científicas.
O
esquema divulgado pelos investigadores na revista Nature,
foi construído a partir da
combinação de múltiplas ressonâncias magnéticas a 210 jovens
adultos, que participaram no Human
Connectome Project, um
programa dedicado à compreensão da conectividade neuronal.
Na
revista, Matthew Glasser e os outros cientistas envolvidos no projeto
explicam como combinaram ressonâncias à estrutura cerebral, às
funções e à conectividade para criar o novo mapa, alguns pacientes
foram testados enquanto descansavam, outros enquanto faziam
exercícios de matemática ou ouviam histórias para que se
assegurasse o maior alcance possível da pesquisa.
O
esquema, que ficará disponível a custo zero, deverá auxiliar o
trabalho científico nas áreas dedicadas ao mapeamento do córtex
humano, a neurocirurgia será também beneficiada com esta
descoberta, já que os cirurgiões poderão identificar com maior
facilidade as zonas que estão a operar. A longo prazo, o mapa
possibilitará a investigação de um vasto manancial de
perturbações, como a demência e a esquizofrenia.
O
mapa dos investigadores da Unidade de Washington deverá ainda ser
preferido aos anteriores, já que anteriormente apenas um dos aspetos
do cérebro era tido em conta, não só o aspeto da superfície
quando observada ao microscópio ora o desempenho das diversas zonas
quando estimuladas.
O
mapa de Brodmann, o primeiro a esquematizar o cérebro humana,
identificara há mais de 100 anos, apenas 50 regiões distintas na
superfície enrugada do córtex humano.


A cada nova descoberta sobre o ser humano e suas faculdades. Temos ainda mais a certeza de sermos realmente a obra mais prima de toda a criação. E o autor de toda essa obra, pode ou não receber elogios ou ser adorado ou não. Mas o seu talento continua o mesmo.
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