Uma
equipa internacional de cientistas observou, pela primeira vez, um
caso de “canibalismo estelar”, em que uma anã branca destruiu
uma estrela companheira, informou hoje o Conselho Nacional de Ciência
e Tecnologia do México.
A
investigação, liderada pelo astrofísico mexicano Juan Venancio
Hernández Santisteban, consistiu na observação de um sistema
binário (duas estrelas que orbitam um centro de massas comum), com o
telescópio VLT, no Chile.
Hernández
Santisteban explicou, que a descoberta “significa que a anã
branca, através de um processo que levou milhares de milhões de
anos, destruiu a sua estrela companheira”, tirando-lhe grande parte
da sua massa graças à sua força gravítica.
“Este
canibalismo estelar transformou o que inicialmente era uma estrela, a
qual queima hidrogénio no seu centro, numa anã castanha”,
afirmou.
Uma
anã branca é o corpo celeste resultante do processo evolutivo, de
milhares de milhões de anos, de uma estrela.
As
anãs castanhas são corpos que não têm suficiente material para
produzir fusões nucleares, pelo que são chamadas “estrelas
falhadas”.
"As
observações permitiram isolar, pela primeira vez, a luz de uma anã
castanha num destes sistemas [binários], assim como medir
diretamente a sua massa. Desta maneira, confirmamos que se trata de
um objeto subestelar, ou seja, que não produz fusões nucleares no
seu interior", assinalou Juan Venancio Hernández Santisteban.


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