Com
as ações em mínimos históricos e os custos para contratar seguros
contra o risco do crédito (CDS) das obrigações do Deutsche Bank a
valores mais altos que os registados em 2008, aquando do colapso do
Lehman Brothers, a situação crítica do gigante alemão está cada
vez mais difícil de ignorar.
Se
no início deste ano o custo de contratar um seguro contra o risco do
Deutsche rondava os 180 euros, hoje os CDS
contra a dívida a cinco anos do banco alemão, já estavam perto dos
480 euros, e, se alargamos o
período da análise, a subida no custo para estar protegido dos
títulos é ainda mais elevada.
O
Fundo Monetário Internacional alertou a 30 de junho que o Deutsche
Bank apresenta o maior risco para a estabilidade financeira mundial,
na última atualização ao
Financial
Sector Assessment Program,
documento onde pede ao
governo alemão que confirme ter todas as ferramentas para lidar com
uma resolução bancária.
No
mesmo dia, a Reserva Federal divulgou que as subsidiárias
norte-americanas do Deutsche Bank e do Santander, chumbaram
no teste anual de stress daquela autoridade, devido
a falhas nos planos de capital e de gestão de risco. E este terá
sido um dos catalisadores de nova fuga de investidores do banco
alemão, até
porque no final do mês serão conhecidos os resultados dos testes de
stress na Europa.

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