Foi
inaugurado neste domingo, o
ambicioso projecto de expansão do Canal do Panamá.
Dos
mais de 70 chefes de Estado e de Governo convidados para participar
na cerimónia que marcou a entrada em funcionamento da renovada
infraestrutura, só uma dúzia aceitou marcar presença
Os
analistas explicam
que os restantes preferiram manter-se, cautelosamente, a uma
distância segura do território da sociedade de advogados Mossack
Fonseca, de cujos arquivos, os
Panama Papers, saíram os
ficheiros com a informação relativa ao recurso a offshores para
fuga ao fisco ou lavagem de dinheiro.
Milhares
de panamianos participaram na cerimónia, que foi preparada com pompa
e circunstância para melhorar a reputação do país, seriamente
afectada pelo escândalo financeiro revelado em Abril, “O canal, o
seu desenvolvimento e a sua importância para o comércio global, são
a verdadeira expressão do Panamá”, sublinhou o chefe da
Autoridade do Canal do Panamá, evitando referir-se ao escândalo que
leva o nome do país.
