O
complexo de barragens hidroeléctricas que foi proposto para o
coração da Amazónia vai provocar uma onda de desflorestação e
fazer com que áreas remotas daquela que é a maior floresta tropical
do mundo sejam ocupadas pela agricultura, diz um estudo de
investigadores brasileiros, publicado esta terça-feira.
Os
empresários locais contratados para ajudar na construção do
complexo proposto na região de Tapajós podem investir os seus
lucros na compra de terras para o cultivo de soja ou a criação de
gado, diz o estudo da Universidade Federal do Oeste do Pará, no
Brasil. Estas compras de terras vão aumentar a desflorestação,
permitindo que os empresários avancem pela selva e colocam em perigo
os direitos do povo indígena dos Munduruku que vive nesta região,
defende ainda o estudo.
