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Consequências do golpe falhado na Turquia

Qualquer país que fique ao lado do clérigo muçulmano Fethullah Gülen será considerado um inimigo da Turquia, defendeu o primeiro-ministro turco, Binali Yildirim.
As autoridades acusam o ex-aliado do presidente Recep Tayyip Erdogan, que se transformou num dos principais críticos, de ser o responsável pela tentativa de golpe que deixou 265 mortos (entre os quais 104 revoltosos) e levou à detenção de 2839 militares. Gülen negou a acusação, mas o seu autoexílio nos EUA (vive na Pensilvânia desde 1999) ameaça agora as relações entre Washington e Ancara, que controlam os dois maiores exércitos da NATO.

Tentativa de golpe militar na Turquia

As Forças Armadas turcas anunciaram ter assumido o controlo do Governo e informaram que o país tinha passado a ser governado pelo Conselho da Paz, que garantiria a liberdade e segurança dos cidadãos, para tal, impuseram a lei marcial e decretar um recolher obrigatório. Mas o apoio popular ao Governo e as manifestações de solidariedade dos líderes mundiais fragilizaram a acção dos militares.
Ao início da madrugada de sábado, o Governo turco disse, no entanto, ter a tentativa de golpe “amplamente controlada”, embora continuassem muitos militares nas ruas.
As informações contraditórias e incompletas sucederam-se ao longo das horas, mas a televisão estatal turca, ocupada pelos golpistas, foi abandonada pelos militares após os serviços secretos turcos terem dado a intentona como falhada.