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Turquia suspende Convenção Europeia dos Direitos Humanos

A Turquia vai suspender temporariamente a Convenção Europeia dos Direitos Humanos enquanto vigorar o estado de emergência, decretado durante três meses, anunciou o vice-primeiro-ministro Numan Kurtulmus.
O Parlamento turco aprovou a declaração de estado de emergência esta quinta-feira por 346 votos a favor e 115 contra.
Kurtulmus disse esperar que seja possível levantar a situação de estado de emergência ao fim de “um mês, mês e meio”, sublinhando que a França também suspendeu a Convenção dos Direitos Humanos, após os atentados de 13 de Novembro de 2015, “O estado de emergência vai ajudar o Governo a lutar contra os golpistas e a limpar o aparelho de Estado de membros do movimento de Fetullah Gülen”, declarou.

Turquia proíbe missões contra EI a partir do seu território

De acordo com fontes do Pentágono, que prestaram declarações à cadeia de notícias norte-americana CNN, ainda não se sabe quando será levantada a interdição sobre o espaço aéreo e se poderão retomar as missões contra as posições do autoproclamado Estado Islâmico (EI), que partem da base aérea de Incirlik, junto à fronteira com a Síria, na Turquia.
Os caças norte-americanos estão, para já, proibidos de descolar da base aérea no sul da Turquia, e só foi autorizado um número reduzido de regressos de aviões contra os extremistas do EI em missão na Síria e no Iraque.

Consequências do golpe falhado na Turquia

Qualquer país que fique ao lado do clérigo muçulmano Fethullah Gülen será considerado um inimigo da Turquia, defendeu o primeiro-ministro turco, Binali Yildirim.
As autoridades acusam o ex-aliado do presidente Recep Tayyip Erdogan, que se transformou num dos principais críticos, de ser o responsável pela tentativa de golpe que deixou 265 mortos (entre os quais 104 revoltosos) e levou à detenção de 2839 militares. Gülen negou a acusação, mas o seu autoexílio nos EUA (vive na Pensilvânia desde 1999) ameaça agora as relações entre Washington e Ancara, que controlam os dois maiores exércitos da NATO.

Tentativa de golpe militar na Turquia

As Forças Armadas turcas anunciaram ter assumido o controlo do Governo e informaram que o país tinha passado a ser governado pelo Conselho da Paz, que garantiria a liberdade e segurança dos cidadãos, para tal, impuseram a lei marcial e decretar um recolher obrigatório. Mas o apoio popular ao Governo e as manifestações de solidariedade dos líderes mundiais fragilizaram a acção dos militares.
Ao início da madrugada de sábado, o Governo turco disse, no entanto, ter a tentativa de golpe “amplamente controlada”, embora continuassem muitos militares nas ruas.
As informações contraditórias e incompletas sucederam-se ao longo das horas, mas a televisão estatal turca, ocupada pelos golpistas, foi abandonada pelos militares após os serviços secretos turcos terem dado a intentona como falhada.

Ataques suicidas matam mais de 190 pessoas em 5 dias


O Estado Islâmico (EI), indiferente ao Ramadão, mês sagrado para os muçulmanos, matou 190 pessoas em cinco dias em três países: Turquia, Bangladesh, Iraque, o último dos ataques ocorreu durante a noite de sábado no bairro xiita de Al-Karrada, em Bagdad, na altura em que muitos fiéis se preparavam para quebrar o jejum após o pôr do sol. Um bombista suicida fez explodir a viatura armadilhada em que seguia no meio da multidão que se encontrava junto à geladaria Yabar Abu al-Sharbat, fala-se em mais de 130 mortos e 130 feridos.
Muitos dos mortos, eram crianças cujas famílias acorreram em desespero às ruas para tentar encontrá-las. A explosão provocou um enorme incêndio na rua comercial da capital iraquiana e vários edifícios circundantes sofreram danos significativos, entre eles o Centro Al-Hadi.

Triplo atentado suicida aeroporto de Ataturk Turquia

Mais de 38 pessoas morreram num triplo atentado suicida na noite desta terça-feira no aeroporto internacional Ataturk, em Istambul, na Turquia, o terceiro mais movimentado da Europa, apenas atrás de Heathrow (Inglaterra) e Charles de Gaulle (França).
Inicialmente, houve notícia de duas explosões, mas o governador de Istambul revelou afinal foram três os bombistas suicidas que se fizeram explodir.
Depois de sucessivamente se ter falado em “vários feridos”, dez mortos, 28 e 31, um novo balanço oficial feito pelo primeiro-ministro turco, Binali Yildirim, aponta para pelo menos 38 vítimas mortais. O número de feridos ronda os 150.

Papa Francisco denuncia “genocídio” dos arménios

O Papa Francisco denunciou esta sexta-feira o “genocídio” dos arménios entre 1915 e 1916, durante o Império Otomano, pronunciando pela segunda vez a palavra que a Turquia considera inaceitável.
Infelizmente esta tragédia, este genocídio, marcou o início de várias catástrofes do último século”, disse  o Papa, em visita oficial à Arménia, no palácio presidencial em Ierevan, dirigindo-se ao chefe de Estado, Serge Sarkissian, à classe política e ao corpo diplomático.
A palavra não fazia parte do texto distribuído previamente, estava previsto que ao massacre de 1,5 milhão de arménios usasse a frase “a grande catástrofe”, expressão que normalmente ajuda a resolver esta antiga questão diplomática. O Papa já a tinha pronunciado a palavra genocídio uma primeira vez no Vaticano em Abril de 2015, provocando a fúria em Ancara, mas, desde então, o Vaticano evitou utilizá-la.