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Fragilidades da banca europeia

O banco italiano Monte dei Paschi registou o pior resultado entre as 51 instituições financeiras analisadas nos testes de stress conduzidos pela Autoridade Bancária Europeia (EBA, na sigla em inglês). Dois bancos irlandeses, um suíço e o espanhol Banco Popular seguem-se na lista das entidades em que mais fragilidades foram detectadas.
Na análise, as contas dos bancos são sujeitas a cenários económicos bastante negativos, para que seja testada a sua capacidade de resistência, medindo-se qual o rácio de capital com que cada entidade ficaria ao fim de um, dois e três anos.
De acordo com os resultados publicados nesta sexta-feira pela EBA, o rácio de capital Tier 1 do Monte dei Paschi após ser sujeito a um cenário de stress durante três anos foi de -2,44%, o pior de todos os 51 bancos cujos resultados foram publicados em conjunto pela EBA.

FED deteta falhas em bancos

As subsidiárias norte-americanas do banco alemão Deutsche Bank e do espanhol Santander chumbaram no teste anual de stress da Reserva Federal EUA (FED), devido a falhas nos planos de capital e gestão de risco.
O FED deu uma aprovação condicionada à remuneração acionista do Morgan Stanley e aprovou os planos de distribuição de capital de outras 30 instituições financeiras.
O Santander Holdings USA falhou a avaliação do banco central americano pela terceira vez consecutiva e o Deutsche Bank Trust Corporation pelo segundo ano.
Na semana passada, o FED anunciou que os 33 bancos considerados sistémicos para o sistema financeiro, ou seja “demasiado grandes para falir”, tinham passado nos aspetos quantitativos do teste de '‘stress’', o que significa que considerou que tinham capital suficiente para aguentar um grande choque económico, como uma recessão grave.