Sete em dez venezuelanos querem saída de Maduro

Sete em dez venezuelanos dizem querer a saída de Nicolás Maduro, a quem culpam pela crise económica, de ter partido o país ao meio.
A oposição prometeu fazer de tudo para o tirar do poder, mas, mesmo assim, o Presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, resiste, mantendo-se firmemente ao leme, conduzindo os destinos do país.
O dirigente socialista, eleito em 2013 e com mandato até 2019, deve grande parte da sua sobrevivência política ao controlo militar e institucional do regime chavista, garantido através dos generais, no activo ou na reforma, que ocupam dez dos 30 ministérios do país, entre os quais a Defesa, a Agricultura ou a Habitação.

O Governo “tem o controlo das instituições e uma relação estreita e forte com o Exército”, explica Luis Vicente Léon, presidente do instituto de sondagens Datanalisis.
Vários analistas afirmam que, o domínio de Maduro vai ainda mais longe, abrangendo a “totalidade dos poderes públicos”, os tribunais e as autoridades eleitorais, que são dois actores fundamentais para o avanço do referendo revogatório do mandato do Presidente que a oposição pretende convocar.
Se o processo não estiver concluído a tempo, afim da marcação de votação antes de 10 de Janeiro de 2017, mesmo que a consulta popular seja autorizada, ou que o mandato de Maduro seja revogado, já não dará origem a eleições antecipadas para a substituição do Presidente, o que a lei determina, nesse caso,é que seja o vice-presidente a assumir o poder nos anos restantes.

Uma grande parte dos 30 milhões de habitantes do país sobrevive em situação de penúria, mas, 35% dos venezuelanos descrevem-se como “chavistas puros e duros”.

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