Mais
de 38 pessoas morreram num triplo atentado suicida na noite desta
terça-feira no aeroporto internacional Ataturk, em Istambul, na
Turquia, o terceiro mais movimentado da Europa, apenas atrás de
Heathrow (Inglaterra) e Charles de Gaulle (França).
Inicialmente,
houve notícia de duas explosões, mas o governador de Istambul
revelou afinal foram três os bombistas suicidas que se fizeram
explodir.
Depois
de sucessivamente se ter falado em “vários feridos”, dez mortos,
28 e 31, um novo balanço oficial feito pelo primeiro-ministro turco,
Binali Yildirim, aponta para pelo menos 38 vítimas mortais. O número
de feridos ronda os 150.
Até
ao fim desta terça-feira, este novo atentado não foi reivindicado,
a agência de notícias turca Dogan citou fontes anónimas da polícia
considerando que o autoproclamado Estado Islâmico está por detrás
do ataque, mas oficiais turcos disseram que ainda era muito cedo para
confirmar essa informação.
Já
ao final da noite, o primeiro-ministro turco, Binali Yildirim,
disse que os “indícios apontam para o Daesh [acrónimo em árabe
do Estado Islâmico]”.
O
ataque terrorista levou à evacuação do aeroporto e à suspensão
dos voos previstos, e, segundo as primeiras informações
disponíveis, dois bombistas fizeram-se explodir junto à entrada do
aeroporto, antes de ultrapassar os pórticos de raio-X que estão
instalados junto às portas que dão acesso ao interior do terminal.
Mais tarde, o governador de Istambul acrescentou que terá havido uma
terceira explosão, protagonizada por um terceiro bombista.
O
Presidente turco, Recep Tayyip Erdogan, marcou uma reunião de
emergência com o primeiro-ministro, no palácio presidencial.
A
cidade de Istambul já foi palco, este ano, de vários atentados à
bomba, entre os quais, dois
ataques terroristas em bairros turísticos que
as autoridades atribuíram ao Estado Islâmico.
Também
a capital do país, Ancara,
foi alvo de atentados, o
último dos quais matou 11 pessoas e feriu mais de 30 no centro da
cidade, na zona que alberga edifícios governamentais e uma
universidade, e foi reivindicado por um grupo militante de
separatistas curdos.



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