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Milhares de venezuelanos compram na Colômbia

Mais de 63 mil venezuelanos foram até aos departamentos colombianos de Norte de Santander e Arauca comprar produtos básicos e medicamentos, no segundo domingo de abertura pedonal temporária da fronteira entre a Colômbia e a Venezuela.
O número de venezuelanos que foram fazer compras a território colombiano foi confirmado, através de um comunicado, pelo Ministério de Relações Exteriores da Colômbia (MRE).
Em completa normalidade e ordem, avança o dispositivo que tem permitido que mais de 63 mil cidadãos provenientes da Venezuela, cruzem a fronteira com a Colômbia, pelos departamentos de Norte de Santander e Arauca, para adquirir produtos de primeira necessidade e medicamentos”, lê-se no documento.
Segundo o MRE, "61.500 venezuelanos" foram até a Colômbia usando as pontes internacionais Simón Bolívar e Francisco de Paula Santander e outros 1600 cidadãos pela ponte fronteiriça José António Páez, em Arauca.

Países do Mercosul não querem Venezuela na presidência

A poucos dias de a presidência do Mercosul ser entregue à Venezuela, é a crise política neste país, e não os reflexos do abrandamento económico na região ou o impacto do “Brexit” na conclusão do acordo de livre comércio com a União Europeia, que está a consumir os membros desta aliança comercial que integra os países sul-americanos.
Inconformados com a perspectiva de ter o Presidente Nicolás Maduro a dirigir as negociações em nome do Mercosul, os governos da Argentina, Paraguai e Brasil têm-se movimentado para travar a transferência da presidência rotativa, que estava nas mãos do Uruguai, para a Venezuela.
Por causa das regras que obrigam a decisões por consenso, esses esforços deverão sair gorados, mas tentativas já atestam a divisão interna do bloco, que corre o risco de ver a sua acção paralisada.

Sete em dez venezuelanos querem saída de Maduro

Sete em dez venezuelanos dizem querer a saída de Nicolás Maduro, a quem culpam pela crise económica, de ter partido o país ao meio.
A oposição prometeu fazer de tudo para o tirar do poder, mas, mesmo assim, o Presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, resiste, mantendo-se firmemente ao leme, conduzindo os destinos do país.
O dirigente socialista, eleito em 2013 e com mandato até 2019, deve grande parte da sua sobrevivência política ao controlo militar e institucional do regime chavista, garantido através dos generais, no activo ou na reforma, que ocupam dez dos 30 ministérios do país, entre os quais a Defesa, a Agricultura ou a Habitação.

OEA culpa Maduro pela crise na Venezuela

Luis Almagro, secretário-geral da Organização dos Estados Americanos (OEA), acusou o Presidente Nicolás Maduro de ser o culpado pela crise humanitária que afecta a Venezuela, durante a sessão de apresentação de um relatório sobre a situação no país, antes de um voto crucial que poderá conduzir à suspensão de Caracas daquele organismo multilateral, por violação da sua Carta Democrática.
O líder uruguaio da OEA argumentou que foi o Governo de Maduro a levar o país para a “pobreza, corrupção e violência”, apesar de a Venezuela ser uma das nações com maiores reservas petrolíferas do mundo, “Estes problemas não podem ser atribuídos a forças externas. A situação na Venezuela hoje é um resultado directo das acções dos que estão agora no poder”, reportou o Washington Post, citando Luis Almagro.