Um
mapa divulgado na Internet pelo Estado Islâmico com o território
que o grupo terrorista deseja ver ocupado pelo seu califado até 2020
não deixa margem para dúvidas, na ponta, pintada a negro, a
península ibérica, esse Al Andalus que os seus seguidores tanto
desejam reconquistar.
Nos
primeiros meses deste ano, repetiram-se as ameaças, com um jihadista
a garantir num dos vídeos, "Os muçulmanos voltarão a povoar
Córdoba, Toledo ou Játiva. Al Andalus não és espanhol ou
português, és o Al Andalus muçulmano".
Perante
este cenário, não espanta pois que o Estado Islâmico disponha de
um grupo específico cuja tarefa é preparar atentados contra o Al
Andalus.
A
notícia foi avançada, nesta
segunda-feira, pelo jornal
espanhol ABC, que
se baseia em informações dos serviços secretos daquele país a que
teve acesso, esta
é, segundo a mesma fonte, uma das razões para Espanha estar há um
ano no nível 4 (em 5) de alerta terrorista.
O
tal grupo, conhecido simplesmente como Al Andalus, fará parte da
estrutura do Estado Islâmico que tem como tarefa planear os ataques
do grupo responsável pelos ataques de 13 de novembro, que fizeram
130 mortos em Paris, de 22 de março, que mataram 32 pessoas em
Bruxelas, mas também de Istambul, Daca e Bagdade que só na última
semana fizeram mais de 200 mortos.
Os
serviços de informação espanhóis têm analisado a propaganda do
Estado Islâmico, sobretudo online,
tendo concluído que os principais alvos do grupo que neste momento
domina um vasto território na Síria e Iraque são França, Bélgica,
Alemanha, Reino Unido, Dinamarca, Holanda e Espanha. O país foi alvo
em 2004 de atentados coordenados da Al-Qaeda que mataram 191 pessoas
em comboios da capital, Madrid.
Mas
o Al Andalus não é só Espanha, inclui uma grande parte de
Portugal, e, a obsessão dos fanáticos do islão com ele é tudo
menos nova.
Bem
antes do Estado Islâmico sequer existir, já a Al-Qaeda ameaçara
atacá-lo, através das mensagens de Ayman al-Zawahiri, o egípcio
que tomou a liderança da organização após a morte de Bin Laden em
2011. Período dourado da sua História para os 1500 milhões de
muçulmanos, o Al Andalus serve a propaganda dos jihadistas que não
se cansam se reivindicar esta terra usurpada.
Para
Andrew Hosken, o jornalista da BBC que inclui o tal mapa do califado
do Estado Islâmico no seu livro Império
do Medo, o
objetivo dos jihadistas é simples, “reconquistar
tudo o que veem como o mundo islâmico”, e, quando
tiverem conquistado o seu califado, os seguidores de Abu Bakr
al-Baghdadi pretendem "virar-se para o resto do mundo. Querem
ter o mundo inteiro sob as suas ordens", explicou Hosken ao
Express.
Enquanto em Bagdade, as autoridades iraquianas reviam em alta o balanço do atentado suicida de domingo, para 165 mortos e 225 feridos, os terroristas voltavam a atacar outros alvos.
Desta vez três suicidas fizeram-se explodir na Arábia Saudita, um deles junto ao consulado dos EUA em Jidá, o bombista morreu ao detonar a carga de explosivos que carregava, quando dois agentes da segurança se aproximaram dele.
Enquanto em Bagdade, as autoridades iraquianas reviam em alta o balanço do atentado suicida de domingo, para 165 mortos e 225 feridos, os terroristas voltavam a atacar outros alvos.
Desta vez três suicidas fizeram-se explodir na Arábia Saudita, um deles junto ao consulado dos EUA em Jidá, o bombista morreu ao detonar a carga de explosivos que carregava, quando dois agentes da segurança se aproximaram dele.
O
ataque surgiu às primeiras
horas do Dia da Independência
dos EUA e pouco antes da primeira oração da manhã dos muçulmanos,
que marca o início do período de jejum nestes últimos dias de
Ramadão.
A
explosão não fez outras vítimas mortais, este consulado dos EUA já
havia sido atacado em 2004 por jihadistas, fazendo na altura nove
mortos.
Ao
longo do dia, haveria notícia de outros dois ataques suicidas na
Arábia Saudita, um deles em Qatif, onde vive uma forte comunidade da
minoria xiita, outra em Medina, a segunda cidade mais santa do islão,
depois de Meca, estes atentados ainda não foram reivindicados, ao
contrário dos de Istambul, Daca e Bagdade, todos eles da autoria do
Estado Islâmico.
Já
as autoridades do Bangladesh garantem que o ataque e sequestro a um
café da capital, que acabou com 20 mortos, foi obra de militantes
locais, um dos suspeitos detidos ontem pela polícia é filho de um
político do partido de governo.




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