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Atentado bombista em Cabul provocou 80 mortos

Ban Ki-moon, secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU), condenou, neste sábado, o “desprezível” atentado ocorrido este sábado em Cabul que causou pelo menos 80 mortos.
O ataque suicida, reivindicado pelo grupo terrorista autodenominado de Estado Islâmico (EI), teve como objetivo uma manifestação pacífica da minora étnica hazara, que protestava por um projeto elétrico do governo, no Afeganistão.
No atentado participaram três atacantes, segundo as autoridades afegãs. Um deles fez explodir os explosivos que tinha no corpo, o segundo falhou a sua intenção de ativar os que transportava e o terceiro foi abatido por forças de segurança.

Grupo extremista brasileiro declara lealdade ao EI

Um grupo extremista brasileiro declarou lealdade ao grupo '‘jihadista’' Estado Islâmico (EI) e criou um canal no serviço de mensagens instantâneas Telegram, avançou, nesta segunda-feira, a especialista Rita Katz, da SITE Intelligence Group.
Segundo a especialista norte-americana da organização que monitoriza atividades terroristas na Internet, citada pela imprensa, esta é a primeira vez que uma organização anuncia uma aliança com o EI na América do Sul e declara submissão ao líder do grupo terrorista, Abu Bakr al-Baghdadi.
No Telegram, serviço de mensagens semelhante ao WhatsApp, o grupo, autodesignado Ansar al-Khilafah Brazil, destacou que “se a polícia francesa não consegue deter ataques dentro do seu território, o treino dado à polícia brasileira não servirá em nada”.

Iraque um país destruído

A explosão de um carro armadilhado no bairro de Al-Karrada, no centro de Bagdade, no Iraque, sábado, foi o ataque mais mortífero desde a invasão em 2003, e nesta terça-feira, perante o crescimento do número de vítimas, 250 mortos, Mohammed Ghabban, ministro do Interior, apresentou a demissão ao primeiro-ministro xiita Haider al-Abadi.
Treze anos depois de os Estados Unidos e o Reino Unido terem invadido o Iraque para deporem o então líder Saddam Hussein e estabelecerem um regime democrático, o país continua envolvido pelo caos e pela guerra.
A situação piorou ainda mais nos últimos dois anos, desde que o Estado Islâmico (EI), que reclamou o atentado do último fim de semana, lançou a ofensiva destinada a garantir o controlo do país.

O Al Andalus muçulmano

Um mapa divulgado na Internet pelo Estado Islâmico com o território que o grupo terrorista deseja ver ocupado pelo seu califado até 2020 não deixa margem para dúvidas, na ponta, pintada a negro, a península ibérica, esse Al Andalus que os seus seguidores tanto desejam reconquistar.
Nos primeiros meses deste ano, repetiram-se as ameaças, com um jihadista a garantir num dos vídeos, "Os muçulmanos voltarão a povoar Córdoba, Toledo ou Játiva. Al Andalus não és espanhol ou português, és o Al Andalus muçulmano".
Perante este cenário, não espanta pois que o Estado Islâmico disponha de um grupo específico cuja tarefa é preparar atentados contra o Al Andalus.

Ataques suicidas matam mais de 190 pessoas em 5 dias


O Estado Islâmico (EI), indiferente ao Ramadão, mês sagrado para os muçulmanos, matou 190 pessoas em cinco dias em três países: Turquia, Bangladesh, Iraque, o último dos ataques ocorreu durante a noite de sábado no bairro xiita de Al-Karrada, em Bagdad, na altura em que muitos fiéis se preparavam para quebrar o jejum após o pôr do sol. Um bombista suicida fez explodir a viatura armadilhada em que seguia no meio da multidão que se encontrava junto à geladaria Yabar Abu al-Sharbat, fala-se em mais de 130 mortos e 130 feridos.
Muitos dos mortos, eram crianças cujas famílias acorreram em desespero às ruas para tentar encontrá-las. A explosão provocou um enorme incêndio na rua comercial da capital iraquiana e vários edifícios circundantes sofreram danos significativos, entre eles o Centro Al-Hadi.

Terroristas do Estado Islâmico matam no Bangladesh

A presença do autoproclamado Estado Islâmico no Bangladesh era negada pelo Governo até sexta-feira, quando sete homens entraram num restaurante na zona mais vigiada da capital e mataram vinte pessoas, na sua maioria estrangeiros. O ataque constitui a maior demonstração de força do grupo terrorista no Sudoeste Asiático.
O bairro de Gulshan, em Daca, era considerado um dos poucos lugares seguros na capital do Bangladesh, a maioria das embaixadas e os seus estabelecimentos costumam ser frequentados pela comunidade de estrangeiros, sobretudo os empresários ligados ao sector têxtil, base da economia local.