Entre
2010 e 2014, apenas 2,2% do que se estima ser a receita global do
crime na União Europeia foram apreendidos e apenas 1,1% foram
confiscados por decisão dos tribunais.
A
conclusão faz parte de um inquérito inédito conduzido pela
Europol, que indica que 98,9% dos cerca de 110 mil milhões de euros
gerados pelos mercados ilícitos não são recuperados e permanecem
nas mãos das redes criminosas, sendo boa parte reutilizada na
prática de crimes ou reintroduzida na economia legal, através do
branqueamento de capitais.
Em
Portugal, no ano passado, foram arrestados bens no valor de 186,3
milhões de euros, em 2014, tinham sido 18,8 milhões, muito graça a
apreensões efetuadas no âmbito das investigações ao universo do
Banco Espirito Santo (BES).

