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Desemprego na Europa recuou

Os preços continuam a subir ligeiramente na zona euro, o desemprego está no nível mais baixo dos últimos cinco anos e a economia dos países que partilham a moeda única registou um crescimento entre Abril e Julho.
O Eurostat, o gabinete de estatísticas da União Europeia, divulgou nesta sexta-feira que o Produto Interno Bruto da zona euro subiu 0,3% no segundo trimestre deste ano por comparação com o trimestre anterior. Face ao mesmo período de 2015, o crescimento do PIB foi de 1,6%. Já o PIB da União Europeia registou uma subida de 0,4% em relação aos três meses anteriores e um aumento de 1,8% quando comparado com o do ano passado.

Só 2,2% da receita global do crime organizado é confiscada na UE

Entre 2010 e 2014, apenas 2,2% do que se estima ser a receita global do crime na União Europeia foram apreendidos e apenas 1,1% foram confiscados por decisão dos tribunais.
A conclusão faz parte de um inquérito inédito conduzido pela Europol, que indica que 98,9% dos cerca de 110 mil milhões de euros gerados pelos mercados ilícitos não são recuperados e permanecem nas mãos das redes criminosas, sendo boa parte reutilizada na prática de crimes ou reintroduzida na economia legal, através do branqueamento de capitais.
Em Portugal, no ano passado, foram arrestados bens no valor de 186,3 milhões de euros, em 2014, tinham sido 18,8 milhões, muito graça a apreensões efetuadas no âmbito das investigações ao universo do Banco Espirito Santo (BES).

Endividamento das famílias europeias preocupa

O endividamento das famílias europeias e as comissões bancárias que têm de pagar constituem a maior preocupação dos supervisores bancários europeus, onde também têm lugar destacado a prática de vendas de produtos associados à concessão de crédito e os incentivos dados aos funcionários das instituições financeiras para venderem determinadas soluções financeiras.
A hierarquização das preocupações é feita num relatório recente da Autoridade Bancária Europeia (EBA, em inglês), disponibilizado esta quinta-feira pelo Banco de Portugal (BdP), onde são identificados e analisados os oito temas que mais preocupam as autoridades de supervisão de cada país da União Europeia.
As conclusões do relatório no que respeita à protecção dos consumidores de produtos e serviços financeiros poderão merecer uma intervenção da EBA em 2017, sendo que algumas fragilidades detectadas já constam da legislação nacional ou comunitária já em aplicação ou em fase de transposição.

Sonda Juno envia primeira foto de Júpiter

Do lado esquerdo, Júpiter, à sua direita, três pontinhos que são três luas: Io, mais perto do planeta gigante, depois Europa e finalmente Ganimedes, mais distante.
Isto é o que se vê na primeira imagem obtida pela sonda Juno de Júpiter, a 10 de Julho, cinco dias depois de ter entrado em órbita do quinto planeta do sistema solar. A NASA divulgou a imagem nesta terça-feira.  
Esta imagem obtida pela JunoCam indica que a sonda sobreviveu à primeira passagem pelo ambiente extremo de radiação que existe à volta de Júpiter sem ter havido qualquer degradação e está pronta para o estudar”, disse Scott Bolton, investigador responsável pela missão, do Instituto de Investigação do Sudoeste, em San Antonio, Texas, citado num comunicado da agência espacial norte-americana, “Estamos impacientes pelas primeiras imagens dos pólos de Júpiter.”

Entrada de refugiados condiciona europeus

Para muitos europeus, a entrada de refugiados nos seus países está directamente relacionada com o aumento do terrorismo e também com a falta de empregos, cortes nos benefícios sociais e outros efeitos negativos na economia.
Essa é a principal conclusão de um estudo de opinião conduzido pelo think-tank norte-americano Pew Research Center, que auscultou mais de 11 mil pessoas em dez países da União Europeia, que juntos representam 80% da população do bloco.
Segundo os dados do Pew Research Center, divulgados esta terça-feira, mais de metade das pessoas em oito dos dez países  em que o inquérito foi realizado, Hungria, Itália, Polónia, Grécia, Holanda, Suécia, Espanha, Alemanha, França e Reino Unido, acredita que a chegada de refugiados ao território europeu faz crescer o risco de segurança e torna mais prováveis actos de terrorismo no seu país.

FMI revê em baixa, crescimento económico da Europa

O FMI voltou a rever em baixa as previsões de crescimento da economia da zona euro para 2017, dos anteriores 1,6% para 1,4%, sobretudo devido ao “impacto negativo” do Brexit do Reino Unido.
Segundo o estudo do artigo IV sobre a zona euro, hoje divulgado pelo Fundo Monetário Internacional (FMI), “o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) da zona euro deverá desacelerar de 1,6% este ano para 1,4% em 2017, sobretudo devido ao impacto negativo do resultado do referendo no Reino Unido”, que determinou a saída do país da União Europeia.
No relatório, o Fundo aponta ainda que as perspetivas a médio prazo para a zona euro são “medíocres” - dado o elevado desemprego herdado da crise, a elevada dívida pública e privada e as debilidades estruturais que afetam o crescimento da produtividade, projetando um crescimento a cinco anos em torno de 1,5%, com a taxa de inflação a ficar-se pelos 1,7%.

Morreram mais que nasceram na Europa

A entrada de quase 1,9 milhão de migrantes na Europa em 2015 permitiu que o continente equilibrasse o crescimento demográfico no ano passado, quando, pela primeira vez, mais pessoas morreram do que nasceram na União Europeia (UE).
Os dados atualizados foram divulgados pela agência europeia de estatísticas (Eurostat), nesta sexta-feira.
Seguindo a tendência verificada nos últimos anos, os maiores índices de natalidade ocorreram ne França, na Irlanda, no Reino Unido e na Suécia, países nos quais a taxa de nascimentos permanece superior à de falecimentos.

Residentes no Reino Unido procuram emprego na Europa

Após a divulgação da vitória do “Leave” no referendo britânico para a saída da União Europeia, na manhã de 24 de Junho, o medo e a incerteza de um futuro em terras britânicas, começaram a tomar conta das vidas de muitos residentes do Reino Unido, a prova disso foi a afluência quatro vezes maior ao site de emprego alemão Jobspotting, por parte de cidadãos em território britânico, que quase deitou o servidor abaixo.
Hessam Lavi, fundador do site, disse ao jornal The Local, que “o rápido crescimento do tráfego reflecte a apreensão que os residentes britânicos têm relativamente aos seus trabalhos e futuros.” Estes comentários vêm reforçar a ideia de que poderá verificar-se um êxodo do Reino Unido para países que ainda pertencem à União Europeia.
O Jobspotting é um site que tem dois anos e que ajuda as pessoas a encontrar emprego em dez países e, normalmente, não tem tantos visitantes, “nem no Ano Novo, quando as pessoas querem cumprir as suas resoluções”, os utilizadores britânicos constituem 44% do total de utilizadores que têm acedido ao site e têm entre 25 a 34 anos.