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Argentinas amamentam em público como protesto

Centenas de mulheres na Argentina amamentaram os filhos em locais públicos neste sábado, incluindo apresentadoras de televisão em emissões em direto, num protesto por a polícia ter proibido uma mãe de o fazer numa praça na semana passada.
O apelo à amamentação em público no sábado teve resposta em diversas cidades do país, segundo relatam os meios de comunicação social argentinos.
O protesto surgiu depois de na semana passada duas mulheres polícias terem proibido uma mãe de amamentar o filho de nove meses numa praça da localidade de San Isidro (a 20 quilómetros de Buenos Aires).

Uma oportunidade justa para todas as crianças UNICEF

Os avanços conseguidos para se alcançarem os Objectivos do Desenvolvimento do Milénio (ODM) em 2015 (clicando aqui acede ao relatório), permitem olhar para a pobreza e níveis de desenvolvimento numa perspectiva mais positiva nalgumas partes do planeta.
Globalmente, as taxas de mortalidade de crianças até aos cinco anos baixaram para menos de metade do que em 1990 e o total das pessoas a viver na pobreza extrema é quase metade do que era nessa década.
Mas isso apenas nalguns países e regiões do globo, escreve o Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) no seu relatório Uma oportunidade justa para todas as crianças, publicado nesta terça-feira.
Angola continua a ser o país do mundo onde morrem mais crianças, 157 em mil com menos de cinco anos. Este país produtor de petróleo tem assim a maior taxa de mortalidade infantil, seguido do Chade e da Somália.
Também a Guiné Equatorial, outro Estado petrolífero e membro da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) desde 2014, apresenta uma taxa elevada, posicionando-se em 11º, logo a seguir à República Democrática do Congo e do Níger, com 93 mortes em cada mil crianças com menos de cinco anos.