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157 em cada mil crianças morrem em Angola

A malária, anemias severas, hepáticas, febre-amarela, doenças respiratórias, diarreicas agudas e a má nutrição estão entre as causas das mortes registadas no Hospital Geral de Benguela, em Angola.
Segundo Laura Campos, responsável daquela unidade hospitalar no litoral sul de Angola, nos primeiros seis meses do ano recorreram ao hospital 23.680 crianças, em 2015 tinham sido consultadas 15.980 menores.
Laura Campos, citada pela agência noticiosa angolana, Angop, sublinhou que do total de mortes, 320 crianças faleceram em menos de 48 horas, enquanto 283 depois de 48 horas de internamento.

App ajuda crianças a memorizar número telefone dos pais

Uma aplicação móvel que ajuda as crianças a memorizar o número de telefone dos pais, para que possam contactá-los em caso de emergência, foi lançada, nesta terça-feira, em 15 países.
A ideia, desenvolvida pela 'Missing Children Europe', é que as crianças aprendam, através de “processo muito simples”, o número de telefone dos pais, usando-o como código de desbloqueio do seu '‘smartphone’' ou 'tablet', explicou à agência Lusa a presidente da Associação Portuguesa de Crianças Desaparecidas (APDC), parceira da federação europeia na divulgação desta aplicação em Portugal.
Assim que as crianças estejam habituadas a lembrarem-se dos seus códigos de bloqueio do dispositivo, porque os usam diariamente, a aplicação muda este código aleatório para o número de telefone dos pais.

Uma oportunidade justa para todas as crianças UNICEF

Os avanços conseguidos para se alcançarem os Objectivos do Desenvolvimento do Milénio (ODM) em 2015 (clicando aqui acede ao relatório), permitem olhar para a pobreza e níveis de desenvolvimento numa perspectiva mais positiva nalgumas partes do planeta.
Globalmente, as taxas de mortalidade de crianças até aos cinco anos baixaram para menos de metade do que em 1990 e o total das pessoas a viver na pobreza extrema é quase metade do que era nessa década.
Mas isso apenas nalguns países e regiões do globo, escreve o Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) no seu relatório Uma oportunidade justa para todas as crianças, publicado nesta terça-feira.
Angola continua a ser o país do mundo onde morrem mais crianças, 157 em mil com menos de cinco anos. Este país produtor de petróleo tem assim a maior taxa de mortalidade infantil, seguido do Chade e da Somália.
Também a Guiné Equatorial, outro Estado petrolífero e membro da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) desde 2014, apresenta uma taxa elevada, posicionando-se em 11º, logo a seguir à República Democrática do Congo e do Níger, com 93 mortes em cada mil crianças com menos de cinco anos.