Os
avanços conseguidos para se alcançarem os Objectivos do
Desenvolvimento do Milénio (ODM)
em 2015 (clicando aqui acede ao relatório), permitem
olhar para a pobreza e níveis de desenvolvimento numa perspectiva
mais positiva nalgumas partes do planeta.
Globalmente,
as taxas de mortalidade de crianças até aos cinco anos
baixaram para menos de metade do que em 1990 e o total das pessoas a
viver na pobreza extrema é quase metade do que era nessa década.
Mas
isso apenas nalguns países e regiões do globo, escreve o Fundo das
Nações Unidas para a Infância (UNICEF) no seu relatório Uma
oportunidade justa para todas as crianças, publicado
nesta terça-feira.
Angola
continua a ser o país do mundo onde morrem mais crianças, 157 em
mil com menos de cinco anos. Este país produtor de petróleo tem
assim a maior taxa de mortalidade infantil, seguido do Chade e da
Somália.
Também a
Guiné Equatorial, outro Estado petrolífero e membro da Comunidade
dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) desde 2014, apresenta uma
taxa elevada, posicionando-se em 11º, logo a seguir à
República Democrática do Congo e do Níger, com 93 mortes em cada
mil crianças com menos de cinco anos.
