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Sonangol garante 65% das receitas de Angola

A empresa estatal angolana Sonangol garantiu mais de 65% das receitas que o Estado angariou em junho, totalizando 84.659 milhões de kwanzas (465 milhões de euros), indicam dados do Ministério das Finanças de Angola.
Estes valores comparam com os 58.393 milhões de kwanzas (320 milhões de euros) arrecadados em maio, refletindo um aumento mensal de 44,5%. No mês de maio, o peso da concessionária angolana nas receitas petrolíferas do Estado foi de 60%.
O relatório do Ministério das Finanças relativo a junho indica que a Sonangol teve receitas em nove das 11 concessões petrolíferas contabilizadas no documento.

Extração de petróleo ameaça Amazónia

A ampliação e a extração de petróleo na Amazónia equatoriana podem ameaçar mais de 25 ecossistemas e 745 espécies únicas, segundo um estudo da 'Ecology and Evolution', que alerta para a grande vulnerabilidade da floresta.
A investigação, de âmbito internacional, conta com a participação dos investigadores espanhóis do Real Jardim Botânico (CSIC) - Jesús Nuñoz, Javier Fajardo e Janeth Lessmann, da Universidade Católica do Chile, e Elisa Bonaccorso, da Universidade Tecnológica Indoamérica do Equador.
O artigo foca-se nos 30 por cento da Amazónia equatoriana que se encontra atualmente nas mãos de empresas petrolíferas para exploração, valor que pode ampliar-se até 70% se o governo equatoriano ampliar as permissões da concessão de exploração de petróleo.

Angola desiste do apoio financeiro do FMI

Angola, em abril deste ano, quando o barril do petróleo estava nos 39 dólares, solicitou ajuda ao FMI, através de Extended Fund Facility (EFF), um mecanismo que pressupõe um “envolvimento mais prolongado”, do que acontecera em 2009, e com mais dinheiro envolvido. Agora, o presidente de Angola José Eduardo dos Santos afirmou ao FMI que o país prescindia do apoio financeiro (mantendo-se os contactos ao nível técnico, enquanto membro do FMI).
O barril está neste momento entre os 49 e os 50 dólares, e isso poderá ter feito a diferença.
O presidente da república [de Angola] informou o FMI sobre a decisão de manter o diálogo com o fundo apenas no contexto do artigo IV (consultas) e não no contexto de discussão sobre o programa de ajuda EFF [Programa de Financiamento Ampliado]”, disse o porta-voz do FMI  em conferência de imprensa na sede do Fundo em Washington, Gerry Rice confirmou que “houve uma alteração” e que “as discussões respeitantes a um possível programa de assistência já não entram no âmbito dos técnicos”.