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Angola desiste do apoio financeiro do FMI

Angola, em abril deste ano, quando o barril do petróleo estava nos 39 dólares, solicitou ajuda ao FMI, através de Extended Fund Facility (EFF), um mecanismo que pressupõe um “envolvimento mais prolongado”, do que acontecera em 2009, e com mais dinheiro envolvido. Agora, o presidente de Angola José Eduardo dos Santos afirmou ao FMI que o país prescindia do apoio financeiro (mantendo-se os contactos ao nível técnico, enquanto membro do FMI).
O barril está neste momento entre os 49 e os 50 dólares, e isso poderá ter feito a diferença.
O presidente da república [de Angola] informou o FMI sobre a decisão de manter o diálogo com o fundo apenas no contexto do artigo IV (consultas) e não no contexto de discussão sobre o programa de ajuda EFF [Programa de Financiamento Ampliado]”, disse o porta-voz do FMI  em conferência de imprensa na sede do Fundo em Washington, Gerry Rice confirmou que “houve uma alteração” e que “as discussões respeitantes a um possível programa de assistência já não entram no âmbito dos técnicos”.

Ativistas angolanos libertados

Os ativistas angolanos condenados em março por atos preparatórios para uma rebelião e associação de malfeitores começaram a deixar o Hospital-Prisão de São Paulo, em Luanda, nesta quarta-feira, depois da ordem de libertação emitida pelo Tribunal Supremo de Angola.
Naquele estabelecimento prisional estavam pelo menos 12 ativistas, enquanto os restantes estavam distribuídos pelas cadeias de Viana e de Caquila, arredores de Luanda.
O ativista Nito Alves, um dos 17 condenados, vai permanecer na cadeia até agosto por estar a cumprir uma outra pena, não abrangida pelo '‘habeas corpus’', por ofensas ao tribunal, durante este julgamento.