Angola,
em abril deste ano, quando o barril do petróleo estava nos 39
dólares, solicitou ajuda ao FMI, através de Extended Fund Facility
(EFF), um mecanismo que pressupõe um “envolvimento mais
prolongado”, do que acontecera em 2009, e com mais dinheiro
envolvido. Agora, o presidente de Angola José Eduardo dos Santos
afirmou ao FMI que o país prescindia do apoio financeiro
(mantendo-se os contactos ao nível técnico, enquanto membro do
FMI).
O
barril está neste momento entre os 49 e os 50 dólares, e isso
poderá ter feito a diferença.
“O
presidente da república [de Angola] informou o FMI sobre a decisão
de manter o diálogo com o fundo apenas no contexto do artigo IV
(consultas) e não no contexto de discussão sobre o programa de
ajuda EFF [Programa de Financiamento Ampliado]”, disse o porta-voz
do FMI em conferência de imprensa na sede do Fundo em
Washington, Gerry Rice confirmou que “houve uma alteração” e
que “as discussões respeitantes a um possível programa de
assistência já não entram no âmbito dos técnicos”.

