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Sonangol garante 65% das receitas de Angola

A empresa estatal angolana Sonangol garantiu mais de 65% das receitas que o Estado angariou em junho, totalizando 84.659 milhões de kwanzas (465 milhões de euros), indicam dados do Ministério das Finanças de Angola.
Estes valores comparam com os 58.393 milhões de kwanzas (320 milhões de euros) arrecadados em maio, refletindo um aumento mensal de 44,5%. No mês de maio, o peso da concessionária angolana nas receitas petrolíferas do Estado foi de 60%.
O relatório do Ministério das Finanças relativo a junho indica que a Sonangol teve receitas em nove das 11 concessões petrolíferas contabilizadas no documento.

Inflação dispara em Angola

Os preços em Luanda dispararam 31,8% nos últimos 12 meses, até junho, renovando máximos históricos e quase triplicando as previsões do Governo, sobretudo devido aos setores dos serviços, saúde e vestuário.
A informação consta do relatório mensal do Instituto Nacional de Estatística (INE) de Angola sobre o comportamento da inflação, ao qual a agência Lusa teve hoje acesso, que destaca que a inflação estava em junho de 2016, face ao mesmo mês do ano anterior, 22,19 pontos percentuais mais alta.
Neste relatório do Índice de Preços no Consumidor (IPC), Luanda apresentou aumentos, no espaço de um mês, nas classes “Bens e Serviços Diversos”, com 5,95%, na “Saúde”, com 4,56%, no “Vestuário e Calçado”, com 3,95%, e nos “Transportes”, com 3,48%.

157 em cada mil crianças morrem em Angola

A malária, anemias severas, hepáticas, febre-amarela, doenças respiratórias, diarreicas agudas e a má nutrição estão entre as causas das mortes registadas no Hospital Geral de Benguela, em Angola.
Segundo Laura Campos, responsável daquela unidade hospitalar no litoral sul de Angola, nos primeiros seis meses do ano recorreram ao hospital 23.680 crianças, em 2015 tinham sido consultadas 15.980 menores.
Laura Campos, citada pela agência noticiosa angolana, Angop, sublinhou que do total de mortes, 320 crianças faleceram em menos de 48 horas, enquanto 283 depois de 48 horas de internamento.

Governo de Angola com “abordagem negligente”

A Economist Intelligence Unit (EIU) considera que a desistência de Angola de obter financiamento do Fundo Monetário Internacional (FMI) é “uma abordagem negligente dada a seriedade dos desafios económicos e financeiros” que o país enfrenta.
De acordo com uma nota de análise dos peritos da unidade de análise económica da revista britânica The Economist, “esta mudança de abordagem é negligente dada a seriedade dos desafios económicos e financeiros que Angola enfrenta” e por causa da falta de receitas que resulta dos preços baixos do petróleo e da fraca capacidade de governação".

Angola desiste do apoio financeiro do FMI

Angola, em abril deste ano, quando o barril do petróleo estava nos 39 dólares, solicitou ajuda ao FMI, através de Extended Fund Facility (EFF), um mecanismo que pressupõe um “envolvimento mais prolongado”, do que acontecera em 2009, e com mais dinheiro envolvido. Agora, o presidente de Angola José Eduardo dos Santos afirmou ao FMI que o país prescindia do apoio financeiro (mantendo-se os contactos ao nível técnico, enquanto membro do FMI).
O barril está neste momento entre os 49 e os 50 dólares, e isso poderá ter feito a diferença.
O presidente da república [de Angola] informou o FMI sobre a decisão de manter o diálogo com o fundo apenas no contexto do artigo IV (consultas) e não no contexto de discussão sobre o programa de ajuda EFF [Programa de Financiamento Ampliado]”, disse o porta-voz do FMI  em conferência de imprensa na sede do Fundo em Washington, Gerry Rice confirmou que “houve uma alteração” e que “as discussões respeitantes a um possível programa de assistência já não entram no âmbito dos técnicos”.

Ativistas angolanos libertados

Os ativistas angolanos condenados em março por atos preparatórios para uma rebelião e associação de malfeitores começaram a deixar o Hospital-Prisão de São Paulo, em Luanda, nesta quarta-feira, depois da ordem de libertação emitida pelo Tribunal Supremo de Angola.
Naquele estabelecimento prisional estavam pelo menos 12 ativistas, enquanto os restantes estavam distribuídos pelas cadeias de Viana e de Caquila, arredores de Luanda.
O ativista Nito Alves, um dos 17 condenados, vai permanecer na cadeia até agosto por estar a cumprir uma outra pena, não abrangida pelo '‘habeas corpus’', por ofensas ao tribunal, durante este julgamento.