A
poucos dias de a presidência do Mercosul ser entregue à Venezuela,
é a crise política neste país, e não os reflexos do abrandamento
económico na região ou o impacto do “Brexit” na conclusão do
acordo de livre comércio com a União Europeia, que está a consumir
os membros desta aliança comercial que integra os países
sul-americanos.
Inconformados
com a perspectiva de ter o Presidente Nicolás Maduro a dirigir as
negociações em nome do Mercosul, os governos da Argentina, Paraguai
e Brasil têm-se movimentado para travar a transferência da
presidência rotativa, que estava nas mãos do Uruguai, para a
Venezuela.
Por
causa das regras que obrigam a decisões por consenso, esses esforços
deverão sair gorados, mas tentativas já atestam a divisão interna
do bloco, que corre o risco de ver a sua acção paralisada.
