A
entrada de quase 1,9 milhão de migrantes na Europa em 2015 permitiu
que o continente equilibrasse o crescimento demográfico no ano
passado, quando, pela primeira vez, mais pessoas morreram do que
nasceram na União Europeia (UE).
Os
dados atualizados foram divulgados pela agência europeia de
estatísticas (Eurostat), nesta sexta-feira.
Seguindo
a tendência verificada nos últimos anos, os
maiores índices de natalidade ocorreram ne França, na
Irlanda, no Reino Unido e na Suécia, países nos quais a taxa de
nascimentos permanece superior à de falecimentos.
Já
nos países do sul, como Itália, Portugal e Grécia, o número de
mortes foi superior. A maior redução da população foi registrada
no leste europeu (Bulgária, Croácia, Hungria, Romênia, Lituânia e
Letônia).
“Ao
longo do ano, 5,1 milhões de nascimentos ocorreram na UE e 5,2
milhões de pessoas morreram. Isso significa que a UE teve, pela
primeira vez, uma variação natural negativa da sua população”,
explica o comunicado.
O
documento indica que a variação demográfica restante, positiva,
corresponde “essencialmente às entradas do saldo migratório”,
que foi de 1,897 milhão de estrangeiros, explica a Eurostat. O dado
é resultado da diferença entre a entrada e a saída de imigrantes
no bloco.A população total dentro do bloco agora é de 510,1
milhões de habitantes, incluindo os refugiados que desembarcaram nos
países europeus desde o início de 2015.
Em
1º de janeiro de 2015, a União Europeia tinha 508,3 milhões de
pessoas.
O
ano passado foi marcado pela pior crise migratória na Europa desde o
fim da Segunda Guerra Mundial, a maioria dos imigrantes que chegou ao
continente pelas ilhas gregas ou a Itália vinha da Síria, do
Iraque, do Afeganistão e da Eritreia, no total, foram 1,2 milhão de
pedidos de asilo feitos no bloco, o dobro do registrado no ano
anterior.


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