Do
lado esquerdo, Júpiter, à
sua direita, três pontinhos que são três luas: Io, mais perto do
planeta gigante, depois Europa e finalmente Ganimedes, mais distante.
Isto
é o que se vê na primeira imagem obtida pela sonda Juno de
Júpiter, a 10 de Julho, cinco dias depois de ter
entrado em órbita do quinto
planeta do sistema solar. A NASA divulgou a imagem nesta terça-feira.
“Esta
imagem obtida pela JunoCam indica que a sonda sobreviveu à primeira
passagem pelo ambiente extremo de radiação que existe à volta de
Júpiter sem ter havido qualquer degradação e está pronta para o
estudar”, disse Scott Bolton, investigador responsável pela
missão, do Instituto de Investigação do Sudoeste, em San Antonio,
Texas, citado num comunicado da agência espacial norte-americana,
“Estamos impacientes pelas primeiras imagens dos pólos de
Júpiter.”
A
imagem ainda não é de alta resolução, a câmara só vai obter
imagens com essa qualidade a partir de 27 de Agosto.
A
fotografia foi tirada quando a sonda da NASA estava a 4,3 milhões de
quilómetros de distância do planeta, ainda no início da sua
primeira órbita oval de 53,5 dias. Apesar da distância, é possível
observar a icónica atmosfera de Júpiter com as suas listas e até
ver a Grande Mancha Vermelha, situada no Hemisfério Sul, além das
três luas (faltou só uma das quatro luas observadas por Galileu
Galilei, em 1610, a Calisto). A câmara vai continuar a obter imagens
do planeta durante a primeira órbita.
A Juno vai
estudar a atmosfera, a
magnetosfera e o interior do planeta, a
JunoCam obterá
imagens do planeta para dar um contexto geográfico aos dados obtidos
pelos outros instrumentos científicos, mas
a câmara também servirá
o público em geral. A equipa da Juno vai
colocar as imagens da JunoCam no site da
missão, onde as pessoas terão acesso ao material.
A
partir do Outono a sonda vai iniciar as suas órbitas científicas,
durante
uma pequena parte das órbitas, a Juno vai
passar a uma curta distância de Júpiter, apenas a 4100 quilómetros,
podendo analisar de perto o planeta. Esta é apenas a segunda missão
específica, após a da sonda Galileu na década de 1990, para
orbitar e estudar aquele planeta.


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