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“A Igreja deve pedir desculpas não só aos gays”

"Eu acho que a Igreja não deve apenas pedir desculpa a homossexuais que tenha ofendido, mas deve também pedir desculpa aos pobres, e às mulheres que foram exploradas, às crianças que tenham sido exploradas (sendo forçadas a) trabalhar. E deve pedir desculpas por ter abençoado tantas armas", disse o Papa Francisco, neste domingo, quando questionado por jornalistas se concordava com as afirmações de um cardeal alemão que defendeu esta semana que a Igreja deveria procurar o perdão dos gays.
O Papa falou durante quase uma hora com jornalistas que o acompanharam numa viagem à Arménia, quando questionado sobre o massacre de Orlando, nos EUA, que causou a morte a 49 pessoas numa discoteca LGBT, o Papa argumentou que a Igreja nem sempre fez o que podia: “A Igreja deve dizer que está arrependida por não se ter comportado como deveria muitas vezes, muitas vezes”.

Papa Francisco denuncia “genocídio” dos arménios

O Papa Francisco denunciou esta sexta-feira o “genocídio” dos arménios entre 1915 e 1916, durante o Império Otomano, pronunciando pela segunda vez a palavra que a Turquia considera inaceitável.
Infelizmente esta tragédia, este genocídio, marcou o início de várias catástrofes do último século”, disse  o Papa, em visita oficial à Arménia, no palácio presidencial em Ierevan, dirigindo-se ao chefe de Estado, Serge Sarkissian, à classe política e ao corpo diplomático.
A palavra não fazia parte do texto distribuído previamente, estava previsto que ao massacre de 1,5 milhão de arménios usasse a frase “a grande catástrofe”, expressão que normalmente ajuda a resolver esta antiga questão diplomática. O Papa já a tinha pronunciado a palavra genocídio uma primeira vez no Vaticano em Abril de 2015, provocando a fúria em Ancara, mas, desde então, o Vaticano evitou utilizá-la.