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“Façam download de um coração que vê e transmite bondade”

O Papa encerrou as Jornadas Mundiais da Juventude, em Cracóvia, na Polónia, desafiando os participantes a olharem para lá da gratificação imediata que lhes oferecem as novas tecnologia e a usarem a sua energia para construir “uma nova humanidade, sem ódios nem fronteiras”. Numa homilia recheada de referências informáticas, Francisco pediu aos mais novos que façam das orações o “chat” mais usado e do Evangelho o “navegador” das suas vidas.
Foi um autêntico mar de gente, colorido e festivo, o que se juntou em Brzegi, a poucos quilómetros da histórica cidade polaca, para ouvir uma última vez o Papa, depois de uma noite de vigília. A polícia não adiantou números, mas a segurança do evento apontou para 1,5 milhão de pessoas e alguns relatos davam mesmo conta de três milhões.

“O mundo está em guerra porque perdeu a paz”

O mundo está em guerra porque perdeu a paz”, afirmou o Papa Francisco esta terça-feira, um dia depois do homicídio de um padre francês, às mãos de terroristas inspirados pelo autoproclamado Estado Islâmico.
Francisco lamentou a morte de um “santo padre” no momento em que “oferecia uma oração por toda a Igreja”.
Na manhã de terça-feira, dois homens armados entraram numa igreja nos arredores de Rouen, no norte, e degolaram Jacques Hamel, um padre de 86 anos que estava a celebrar uma pequena cerimónia, os dois homens foram abatidos e o ataque foi reivindicado pelo Estado Islâmico, que tem, entre os seus alvos, locais de culto.

Papa expressou a sua dor pelo massacre em Nice

O Papa Francisco expressou este domingo a sua “dor” pelo massacre de quinta-feira em Nice e orou para que Deus faça com que “ninguém ouse novamente derramar o sangue de um irmão”.
"Nos nossos corações está viva a dor pelo massacre que na noite de quinta-feira, em Nice, acabou com muitas vidas inocentes. Incluindo mesmo muitas crianças", lamentou o pontífice, a partir da janela do Palácio Apostólico, depois da oração do Angelus.
O Papa Francisco expressou a sua proximidade “a cada família e a toda a nação francesa em luto. Que Deus, Pai bom, acolha em paz todas as vítimas, que acuda os feridos e conforte os familiares. Que Ele interrompa cada projeto de terror e de morte, para que nenhum homem ouse de novo derramar sangue de um irmão", afirmou.

Arcebispo brasileiro resigna por encobrir pedofilia

O Vaticano anunciou esta quarta-feira que o Papa Francisco aceitou a resignação do arcebispo brasileiro Aldo Di Cillo Pagotto, da Arquidiocese da Paraíba, Brasil, acusado de encobrir casos de pedofilia cometidos por membros da sua diocese.
Dom Aldo foi obrigado a abdicar do seu posto segundo uma lei da igreja católica que diz que os arcebispos devem afastar-se se existirem “motivos fortes”, com 66 anos, o arcebispo “é acusado de ter abrigado padres e seminaristas acusados de abusar sexualmente de menores e expulsos por outros bispos”l, segundo o jornal brasileiro O Globo.
Na carta de renúncia apresentada ao Vaticano, Dom Aldo afirma que cometeu erros “por confiar demais, numa ingénua misericórdia”. "Acolhi padres e seminaristas, no intuito de lhes oferecer novas chances na vida. Entre outros, alguns egressos, posteriormente suspeitos de cometer graves defecões, contrárias à idoneidade exigida no sagrado ministério", destaca.
Em circunstâncias normais, Dom Aldo seria arcebispo até aos 75 anos.
No comunicado, publicado pelo Vaticano que afirma que o Papa Francisco “aceitou a demissão” do arcebispo de Paraíba, é citado o parágrafo 2º do artigo 401 do

“A Igreja deve pedir desculpas não só aos gays”

"Eu acho que a Igreja não deve apenas pedir desculpa a homossexuais que tenha ofendido, mas deve também pedir desculpa aos pobres, e às mulheres que foram exploradas, às crianças que tenham sido exploradas (sendo forçadas a) trabalhar. E deve pedir desculpas por ter abençoado tantas armas", disse o Papa Francisco, neste domingo, quando questionado por jornalistas se concordava com as afirmações de um cardeal alemão que defendeu esta semana que a Igreja deveria procurar o perdão dos gays.
O Papa falou durante quase uma hora com jornalistas que o acompanharam numa viagem à Arménia, quando questionado sobre o massacre de Orlando, nos EUA, que causou a morte a 49 pessoas numa discoteca LGBT, o Papa argumentou que a Igreja nem sempre fez o que podia: “A Igreja deve dizer que está arrependida por não se ter comportado como deveria muitas vezes, muitas vezes”.

Papa Francisco denuncia “genocídio” dos arménios

O Papa Francisco denunciou esta sexta-feira o “genocídio” dos arménios entre 1915 e 1916, durante o Império Otomano, pronunciando pela segunda vez a palavra que a Turquia considera inaceitável.
Infelizmente esta tragédia, este genocídio, marcou o início de várias catástrofes do último século”, disse  o Papa, em visita oficial à Arménia, no palácio presidencial em Ierevan, dirigindo-se ao chefe de Estado, Serge Sarkissian, à classe política e ao corpo diplomático.
A palavra não fazia parte do texto distribuído previamente, estava previsto que ao massacre de 1,5 milhão de arménios usasse a frase “a grande catástrofe”, expressão que normalmente ajuda a resolver esta antiga questão diplomática. O Papa já a tinha pronunciado a palavra genocídio uma primeira vez no Vaticano em Abril de 2015, provocando a fúria em Ancara, mas, desde então, o Vaticano evitou utilizá-la.