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Racismo e xenofobia em Inglaterra

A sede da comunidade polaca em Londres foi pintada com a inscrição “vão-se embora”, aumentando os receios dos emigrantes, que sentem que estão a ser alvo de ataques racistas e xenófobos na sequência do triunfo do 'Brexit'.
Este sentimento é uma mistura entre o desgosto e o medo. Nós temos o centro a funcionar desde 1962 e nunca tivemos de nos confrontar com atos de racismo”, disse hoje à agência France Press Joanna Ciechanowska, diretora da galeria que funciona no interior das instalações do Polish Social and Cultural Association (POSK), na zona de Hammersmith, em Londres.

Saída da UE afetará o futebol inglês

Uma das discussões mais antigas desde que o Reino Unido associou-se à Europa em 1973, através da Comunidade Econômica Europeia, hoje, União Europeia, foi encerrada na manhã desta sexta-feria.
Após 41 anos do último referendo, em 75, a população votou favoravelmente à saída do Reino Unido do bloco europeu, com 51,9% dos votos.
Assim como na esfera política, econômica e social, a decisão afetará diretamente o futebol, de acordo com o jornal britânico The Guardian, o Campeonato Inglês conta com 161 jogadores europeus, mas menos de dois terços deles estariam regulamentos para permanecer na Inglaterra. Isso porque com o 'Brexit', o país passará por uma série de mudanças, inclusive, trabalhistas, como a exigência de vistos de trabalho para europeus, da mesma forma como já são exigidos para os sul-americanos.
Na primeira divisão do Campeonato Inglês, todos os clubes seriam afetados, o West Ham, por exemplo, perderia Dimiti Payet, um dos destaques da seleção francesa nesta Eurocopa.

Soros fala “cenário catastrófico” o “brexit” inglês

Materializou-se agora o cenário catastrófico que muitos receavam, tornando a desintegração da União Europeia praticamente irreversível”, esta é a opinião do milionário George Soros em artigo de opinião publicado durante o fim de semana, depois de conhecido o resultado do referendo da saída do Reino Unido da União Europeia.
Situação com efeitos junto da economia real, “as consequências são apenas comparáveis às registadas com a crise financeira de 2007/2008”, no entender do também gestor de investimentos. Os britânicos “vão sofrer significativamente no curto e no médio prazo”.
E qual será a resposta da União Europeia ao Brexit? “Pode muito bem ser outra armadilha. Os líderes europeus, sedentos de travar outras saídas, podem não querer oferecer as condições do Reino Unido, sobretudo no acesso ao mercado único europeu, o que poderia minimizar os efeitos do Brexit”.
Soros fala sobre os “impactos devastadores nas empresas exportadoras”, além da “relocalização das sedes de empresas”, que poderão sair da City, a zona financeira de Londres., de acordo com o artigo publicado no portal Project Syndicate.