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25 anos depois mulher assume governo Reino Unido

A corrida para substituir o primeiro-ministro britânico David Cameron ganhou uma reviravolta nesta segunda-feira, com a desistência da ministra da Energia, Andrea Leadsom.
Diante disso, a ministra do Interior, Theresa May, se tornará a primeira mulher a assumir o cargo em 25 anos, ou seja, desde o fim da era Margaret Thatcher.
Segundo anunciado por Cameron, May assumirá o posto na quarta à noite, o premiê comunicou que renunciaria ao cargo logo após o resultado do plebiscito que definiu a saída do Reino Unido da União Europeia.
May havia sido uma das escolhidas na semana passada pelos parlamentares do Partido Conservador para concorrer à votação que definiria o novo líder da sigla e, consequentemente, primeiro-ministro.

FMI revê em baixa, crescimento económico da Europa

O FMI voltou a rever em baixa as previsões de crescimento da economia da zona euro para 2017, dos anteriores 1,6% para 1,4%, sobretudo devido ao “impacto negativo” do Brexit do Reino Unido.
Segundo o estudo do artigo IV sobre a zona euro, hoje divulgado pelo Fundo Monetário Internacional (FMI), “o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) da zona euro deverá desacelerar de 1,6% este ano para 1,4% em 2017, sobretudo devido ao impacto negativo do resultado do referendo no Reino Unido”, que determinou a saída do país da União Europeia.
No relatório, o Fundo aponta ainda que as perspetivas a médio prazo para a zona euro são “medíocres” - dado o elevado desemprego herdado da crise, a elevada dívida pública e privada e as debilidades estruturais que afetam o crescimento da produtividade, projetando um crescimento a cinco anos em torno de 1,5%, com a taxa de inflação a ficar-se pelos 1,7%.

Efeitos da saída do Reino Unido da UE

Os efeitos do referendo, onde o sim, à saída do Reino Unido da União Europeia, venceu, tiveram um efeito “em cascata” na economia britânica.
O "Brexit" não demorou muito tempo a afectar fortemente o sector imobiliário, sector fundamental da economia britânica, em pleno “boom nos últimos anos. Incapazes de responder aos pedidos dos investidores desejosos de recuperar os seus investimentos, quatro fundos da Standard Life, da Aviva Investors, da Henderson Global Investors e da M&G Investments, que geram um total de nove mil milhões de libras de activos no imobiliário comercial (escritórios, lojas), decidiram encerrar temporariamente.

Coreia do Norte acusa EUA pelo “brexit” inglês

A Coreia do Norte considerou, nesta terça-feira, que os Estados Unidos da América e a política norte-americana para o Médio Oriente são os responsáveis pela saída do Reino Unido da União Europeia ('brexit').
A crise dos refugiados, uma das causas fundamentais do 'brexit', é o resultado inevitável do seguimento cego da política norte-americana por parte do Reino Unido, oposta ao espírito da União Europeia”, considerou o regime de Kim Jong-un, num raro editorial publicado hoje no diário Rodong, o jornal do Partido dos Trabalhadores, o partido único que governa a Coreia do Norte há décadas.

O texto argumenta que “a liderança dos EUA em matéria antiterrorista levou à destruição, agitação, sangrentos conflitos étnicos, confusão e caos no Iraque, Afeganistão, Líbia ou Iêmen, entre outros países, desencadeando, por fim, a crise dos refugiados na Europa”. 

Residentes no Reino Unido procuram emprego na Europa

Após a divulgação da vitória do “Leave” no referendo britânico para a saída da União Europeia, na manhã de 24 de Junho, o medo e a incerteza de um futuro em terras britânicas, começaram a tomar conta das vidas de muitos residentes do Reino Unido, a prova disso foi a afluência quatro vezes maior ao site de emprego alemão Jobspotting, por parte de cidadãos em território britânico, que quase deitou o servidor abaixo.
Hessam Lavi, fundador do site, disse ao jornal The Local, que “o rápido crescimento do tráfego reflecte a apreensão que os residentes britânicos têm relativamente aos seus trabalhos e futuros.” Estes comentários vêm reforçar a ideia de que poderá verificar-se um êxodo do Reino Unido para países que ainda pertencem à União Europeia.
O Jobspotting é um site que tem dois anos e que ajuda as pessoas a encontrar emprego em dez países e, normalmente, não tem tantos visitantes, “nem no Ano Novo, quando as pessoas querem cumprir as suas resoluções”, os utilizadores britânicos constituem 44% do total de utilizadores que têm acedido ao site e têm entre 25 a 34 anos.

“A União Europeia é suficientemente forte”

A União Europeia (UE) é suficientemente forte para ultrapassar a partida do Reino Unido, é suficientemente forte para continuar a avançar mesmo com 27 membros”, declarou na câmara baixa do parlamento alemão, Angela Merkel, antes de uma cimeira europeia em Bruxelas onde os dirigentes se reunirão pela primeira vez durante uma parte das discussões sem o Reino Unido.
Angela Merkel insistiu que a União “também é suficientemente forte para defender com sucesso os seus interesses no mundo do futuro” e que continuará a ser o garante da “paz, prosperidade e estabilidade” na Europa.
A governante alemã voltou a lamentar que o Reino Unido tenha escolhido no referendo de quinta-feira abandonar o bloco europeu, mas sublinhou que Londres não poderá esperar manter os privilégios da UE sem ter as obrigações.

Racismo e xenofobia em Inglaterra

A sede da comunidade polaca em Londres foi pintada com a inscrição “vão-se embora”, aumentando os receios dos emigrantes, que sentem que estão a ser alvo de ataques racistas e xenófobos na sequência do triunfo do 'Brexit'.
Este sentimento é uma mistura entre o desgosto e o medo. Nós temos o centro a funcionar desde 1962 e nunca tivemos de nos confrontar com atos de racismo”, disse hoje à agência France Press Joanna Ciechanowska, diretora da galeria que funciona no interior das instalações do Polish Social and Cultural Association (POSK), na zona de Hammersmith, em Londres.

Saída da UE afetará o futebol inglês

Uma das discussões mais antigas desde que o Reino Unido associou-se à Europa em 1973, através da Comunidade Econômica Europeia, hoje, União Europeia, foi encerrada na manhã desta sexta-feria.
Após 41 anos do último referendo, em 75, a população votou favoravelmente à saída do Reino Unido do bloco europeu, com 51,9% dos votos.
Assim como na esfera política, econômica e social, a decisão afetará diretamente o futebol, de acordo com o jornal britânico The Guardian, o Campeonato Inglês conta com 161 jogadores europeus, mas menos de dois terços deles estariam regulamentos para permanecer na Inglaterra. Isso porque com o 'Brexit', o país passará por uma série de mudanças, inclusive, trabalhistas, como a exigência de vistos de trabalho para europeus, da mesma forma como já são exigidos para os sul-americanos.
Na primeira divisão do Campeonato Inglês, todos os clubes seriam afetados, o West Ham, por exemplo, perderia Dimiti Payet, um dos destaques da seleção francesa nesta Eurocopa.

Soros fala “cenário catastrófico” o “brexit” inglês

Materializou-se agora o cenário catastrófico que muitos receavam, tornando a desintegração da União Europeia praticamente irreversível”, esta é a opinião do milionário George Soros em artigo de opinião publicado durante o fim de semana, depois de conhecido o resultado do referendo da saída do Reino Unido da União Europeia.
Situação com efeitos junto da economia real, “as consequências são apenas comparáveis às registadas com a crise financeira de 2007/2008”, no entender do também gestor de investimentos. Os britânicos “vão sofrer significativamente no curto e no médio prazo”.
E qual será a resposta da União Europeia ao Brexit? “Pode muito bem ser outra armadilha. Os líderes europeus, sedentos de travar outras saídas, podem não querer oferecer as condições do Reino Unido, sobretudo no acesso ao mercado único europeu, o que poderia minimizar os efeitos do Brexit”.
Soros fala sobre os “impactos devastadores nas empresas exportadoras”, além da “relocalização das sedes de empresas”, que poderão sair da City, a zona financeira de Londres., de acordo com o artigo publicado no portal Project Syndicate.

Moody's antecipa incerteza económica Reino Unido

A agência de notação financeira Moody’s baixou as perspectivas sobre a dívida pública do Reino Unido, passando-as de estáveis para negativas e avisou que a nota dada ao país poderá ser alterada em breve, devido ao impacto do “Brexit” nos mercados e na economia.
Depois do referendo de quinta-feira, onde os britânicos decidiram por maioria deixar a União Europeia (EU), a Moody’s baixou as perspectivas da dívida por considerar que há o risco de o crescimento da economia ser mais fraco do que o previsto e de uma degradação das contas públicas do Reino Unido.
Durante os próximos anos, em que o Reino Unido terá de renegociar as suas relações comerciais a EU, a Moody’s antecipa que a incerteza, a diminuição da confiança e a redução das despesas e do investimento resulte num crescimento mais fraco”, refere a agência num comunicado divulgado na noite de sexta-feira.
Mas os alertas quanto aos aos impactos do “Brexit” não ficam por aqui. “O Reino Unido tem um dos défices orçamentais mais elevados, no conjunto das economias avançadas, e reduzir o crescimento do PIB dificultará a implementação do plano de consolidação orçamental previsto pelo Governo [do primeiro-ministro demissionário David Cameron]”, diz a Moody’s.