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Discursos racistas banalizados na Internet

Os discursos racistas são, cada vez mais, banalizados na internet, os movimentos que os difundem lucram com a ausência de acusações e transmitem a sua mensagem '‘online’'.
A pesquisa realizada em cinco países europeus, Itália, França, Espanha, Roménia e Reino Unido, denunciou a “passividade” das plataformas sociais face a estes discursos cuja distribuição parece estar a aumentar.
A internet representa um salto qualitativo para muitas coisas, incluindo a disseminação dos discursos de ódio”, afirmou aos jornalistas, Miguel Pajares, um dos antropólogos que conduziram o estudo em questão.
O estudo foi feito pela Universidade de Barcelona, como parte do projeto PRISM da União Europeia designado para lutar contra este fenómeno.

Perseguição no Twitter a Leslie Jones

A actriz Leslie Jones estava cansada das perseguições, não aguentou mais e escreveu os seus 140 caracteres, “Esta noite vou deixar o Twitter, com lágrimas e tristeza no coração. Tudo isto porque fiz um filme. Podem detestar o filme, mas a merda que aturei hoje… está errado.” Mas quem teve de deixar definitivamente a rede social não foi uma das protagonistas da sequela de Ghostbusters.
Milo Yiannopoulos, editor de tecnologia do Breitbert.com, que tuítava como @Nero, terá liderado as mensagens racistas contra a actriz (uma das que Leslie Jones partilhou, do YellowArmedImposter, comparava-a a um chimpanzé), e, considerado como um dos principais responsáveis pela perseguição que levou Jones a querer sair do Twitter e a abandonar os seus 260 mil seguidores, é que foi banido da rede social.

Cruz Vermelha acusada de racismo

A Cruz Vermelha norte-americana viu-se obrigada a pedir desculpa por causa de um cartaz que pretendia sensibilizar os utilizadores de piscinas para aqueles que seriam os melhores comportamentos a adotar do ponto de vista da segurança.
O cartaz, que entretanto foi retirado do site oficial do organismo, mostrava um desenho com crianças a brincar na piscina, salientando com setas aquelas que seriam as formas corretas e incorretas de estar. Só que houve quem ali visse indícios de racismo.

Racismo e xenofobia em Inglaterra

A sede da comunidade polaca em Londres foi pintada com a inscrição “vão-se embora”, aumentando os receios dos emigrantes, que sentem que estão a ser alvo de ataques racistas e xenófobos na sequência do triunfo do 'Brexit'.
Este sentimento é uma mistura entre o desgosto e o medo. Nós temos o centro a funcionar desde 1962 e nunca tivemos de nos confrontar com atos de racismo”, disse hoje à agência France Press Joanna Ciechanowska, diretora da galeria que funciona no interior das instalações do Polish Social and Cultural Association (POSK), na zona de Hammersmith, em Londres.