O
Vaticano anunciou esta quarta-feira que o Papa Francisco aceitou a
resignação do arcebispo brasileiro Aldo Di Cillo Pagotto, da
Arquidiocese da Paraíba, Brasil, acusado de encobrir casos de
pedofilia cometidos por membros da sua diocese.
Dom
Aldo foi obrigado a abdicar do seu posto segundo uma lei da igreja
católica que diz que os arcebispos devem afastar-se se existirem
“motivos fortes”, com
66 anos, o arcebispo “é
acusado de ter abrigado padres e seminaristas acusados de abusar
sexualmente de menores e expulsos por outros bispos”l,
segundo o jornal brasileiro O
Globo.
Na
carta de renúncia apresentada ao Vaticano, Dom Aldo afirma que
cometeu erros “por confiar demais, numa ingénua misericórdia”.
"Acolhi padres e seminaristas, no intuito de lhes oferecer novas
chances na vida. Entre outros, alguns egressos, posteriormente
suspeitos de cometer graves defecões, contrárias à idoneidade
exigida no sagrado ministério", destaca.
Em
circunstâncias normais, Dom Aldo seria arcebispo até aos 75 anos.
No
comunicado, publicado
pelo Vaticano que afirma que o Papa Francisco “aceitou
a demissão” do arcebispo
de Paraíba, é citado o parágrafo
2º do artigo 401 do
Código de Direito Canônico como justificação
do afastamento forçado. Neste artigo está escrito que “o
Bispo diocesano que por doença ou por outra causa grave se tiver
tornado menos capacitado para cumprir seu ofício é vivamente
solicitado a apresentar a renúncia do ofício”.
As
primeiras denúncias sobre Dom Aldo surgiram em 2013 mas as
investigações apenas começaram no ano passado, o arcebispo de
origem italiana foi proibido em 2015 de ordenar padres enquanto era
investigado.
No
mês passado, o Papa Francisco aprovou um decreto que diz que os
arcebispos que tenham sido negligentes com casos de abusos sexuais
devem ser investigados e afastados da posição se não se demitirem.
O
Vaticano nomeou Genival Saraiva de França como Administrador
Apostólico da Arquidiocese. Genival é o bispo emérito de Palmares,
no estado de Pernambuco.


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