Os
preços continuam a subir ligeiramente na zona euro, o desemprego
está no nível mais baixo dos últimos cinco anos e a economia dos
países que partilham a moeda única registou um crescimento entre
Abril e Julho.
O
Eurostat, o gabinete de estatísticas da União Europeia, divulgou
nesta sexta-feira que o Produto Interno Bruto da zona euro subiu 0,3%
no segundo trimestre deste ano por comparação com o trimestre
anterior. Face ao mesmo período de 2015, o crescimento do PIB foi de
1,6%. Já o PIB da União Europeia registou uma subida de 0,4% em
relação aos três meses anteriores e um aumento de 1,8% quando
comparado com o do ano passado.
Já
a taxa de inflação homóloga da zona euro deverá fixar-se nos 0,2%
em Julho deste ano, uma subida face aos 0,1% do mês anterior,
segundo uma estimativa divulgada pelo Eurostat, que será actualizada
em Agosto.
A
taxa de inflação regressa assim ao valor registado um ano antes, em
Julho de 2015, depois de em Junho já ter saído de terreno negativo
(era de -0,1% em Maio).
Considerando
os principais componentes da inflação na zona euro, o sector da
alimentação, álcool e tabaco terá ter conhecido o aumento mais
significativo (1,4%, comparando com 0,9% em Junho), seguido dos
serviços (1,2% face a 1,1% no mês anterior).
Foi
também divulgado que a taxa de desemprego na zona euro e no
conjunto da União Europeia, que se manteve estável em Junho face ao
mês anterior, nos 10,1% e 8,5%, respectivamente, permanecendo assim
nos valores mais baixos dos últimos anos.
A
taxa de desemprego na zona euro representa um recuo em termos
homólogos, face aos 11,0% registados em Junho do ano passado, e
permanece no valor mais baixo desde Julho de 2011, enquanto na UE a
28 a taxa de 8,5% fica um ponto abaixo daquela verificada há um ano
(9,5%), e continua a ser a mais baixa desde Março de 2009.
Portugal
acompanhou esta tendência, ao registar em Julho uma taxa de
desemprego estável face ao
mês anterior, de 11,2%
(contra 12,3% em Junho de 2015), que permanece como a sexta mais
elevada da UE, atrás de Grécia (23,3%, valor de Abril), Espanha
(19,9%), Croácia (13,2%), Chipre (11,7%) e Itália (11,6%).
No
extremo oposto, os Estados-membros com taxas de desemprego mais
baixas em Junho foram Malta (4,0%), República Checa (4,1%) e
Alemanha (4,2%).
No
que respeita ao desemprego jovem, a taxa recuou ligeiramente tanto na
zona euro (de 20,9% em maio para 20,8% em Junho) como no conjunto da
União (de 18,7% em maio para 18,5% em Junho), sendo as quedas mais
significativas em termos homólogos, pois um ano antes fixavam-se nos
22,5% e 20,6%, respectivamente.
Malta
(6,9%) e Alemanha (7,2%) registaram as menores taxas de desemprego
jovem, enquanto a Grécia (47,4% em Abril) e a Espanha (45,8%)
continuam a ter as mais elevadas.
Em
Portugal, a taxa de desemprego jovem recuou para os 27,2%, face aos
28,1% no mês anterior e 31,8% em termos homólogos.



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