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Desemprego na Europa recuou

Os preços continuam a subir ligeiramente na zona euro, o desemprego está no nível mais baixo dos últimos cinco anos e a economia dos países que partilham a moeda única registou um crescimento entre Abril e Julho.
O Eurostat, o gabinete de estatísticas da União Europeia, divulgou nesta sexta-feira que o Produto Interno Bruto da zona euro subiu 0,3% no segundo trimestre deste ano por comparação com o trimestre anterior. Face ao mesmo período de 2015, o crescimento do PIB foi de 1,6%. Já o PIB da União Europeia registou uma subida de 0,4% em relação aos três meses anteriores e um aumento de 1,8% quando comparado com o do ano passado.

Entrada de refugiados condiciona europeus

Para muitos europeus, a entrada de refugiados nos seus países está directamente relacionada com o aumento do terrorismo e também com a falta de empregos, cortes nos benefícios sociais e outros efeitos negativos na economia.
Essa é a principal conclusão de um estudo de opinião conduzido pelo think-tank norte-americano Pew Research Center, que auscultou mais de 11 mil pessoas em dez países da União Europeia, que juntos representam 80% da população do bloco.
Segundo os dados do Pew Research Center, divulgados esta terça-feira, mais de metade das pessoas em oito dos dez países  em que o inquérito foi realizado, Hungria, Itália, Polónia, Grécia, Holanda, Suécia, Espanha, Alemanha, França e Reino Unido, acredita que a chegada de refugiados ao território europeu faz crescer o risco de segurança e torna mais prováveis actos de terrorismo no seu país.

FMI revê em baixa, crescimento económico da Europa

O FMI voltou a rever em baixa as previsões de crescimento da economia da zona euro para 2017, dos anteriores 1,6% para 1,4%, sobretudo devido ao “impacto negativo” do Brexit do Reino Unido.
Segundo o estudo do artigo IV sobre a zona euro, hoje divulgado pelo Fundo Monetário Internacional (FMI), “o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) da zona euro deverá desacelerar de 1,6% este ano para 1,4% em 2017, sobretudo devido ao impacto negativo do resultado do referendo no Reino Unido”, que determinou a saída do país da União Europeia.
No relatório, o Fundo aponta ainda que as perspetivas a médio prazo para a zona euro são “medíocres” - dado o elevado desemprego herdado da crise, a elevada dívida pública e privada e as debilidades estruturais que afetam o crescimento da produtividade, projetando um crescimento a cinco anos em torno de 1,5%, com a taxa de inflação a ficar-se pelos 1,7%.