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Inflação dispara em Angola

Os preços em Luanda dispararam 31,8% nos últimos 12 meses, até junho, renovando máximos históricos e quase triplicando as previsões do Governo, sobretudo devido aos setores dos serviços, saúde e vestuário.
A informação consta do relatório mensal do Instituto Nacional de Estatística (INE) de Angola sobre o comportamento da inflação, ao qual a agência Lusa teve hoje acesso, que destaca que a inflação estava em junho de 2016, face ao mesmo mês do ano anterior, 22,19 pontos percentuais mais alta.
Neste relatório do Índice de Preços no Consumidor (IPC), Luanda apresentou aumentos, no espaço de um mês, nas classes “Bens e Serviços Diversos”, com 5,95%, na “Saúde”, com 4,56%, no “Vestuário e Calçado”, com 3,95%, e nos “Transportes”, com 3,48%.

Efeitos da saída do Reino Unido da UE

Os efeitos do referendo, onde o sim, à saída do Reino Unido da União Europeia, venceu, tiveram um efeito “em cascata” na economia britânica.
O "Brexit" não demorou muito tempo a afectar fortemente o sector imobiliário, sector fundamental da economia britânica, em pleno “boom nos últimos anos. Incapazes de responder aos pedidos dos investidores desejosos de recuperar os seus investimentos, quatro fundos da Standard Life, da Aviva Investors, da Henderson Global Investors e da M&G Investments, que geram um total de nove mil milhões de libras de activos no imobiliário comercial (escritórios, lojas), decidiram encerrar temporariamente.

Argentina lança cédula de 500 pesos

Autoridades monetárias da Argentina lançaram nesta sexta-feira a cédula de 500 pesos, encerrando o “reinado” de 25 anos da nota de 100 pesos como a de maior valor em circulação no país.
A nova cédula surge em um momento de escalada inflacionária no país, os índices de preços rondam os 25% nos primeiros cinco meses de 2016, segundo consultoras privadas, e, a inflação anual está em 42%, de acordo com o Ministério da Fazenda argentino.
O governo do presidente Mauricio Macri prometeu que a inflação baixaria a partir do segundo semestre, no entanto, o objetivo de fechar este ano com uma inflação entre 20% e 25%, é inviável.