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Entrada de refugiados condiciona europeus

Para muitos europeus, a entrada de refugiados nos seus países está directamente relacionada com o aumento do terrorismo e também com a falta de empregos, cortes nos benefícios sociais e outros efeitos negativos na economia.
Essa é a principal conclusão de um estudo de opinião conduzido pelo think-tank norte-americano Pew Research Center, que auscultou mais de 11 mil pessoas em dez países da União Europeia, que juntos representam 80% da população do bloco.
Segundo os dados do Pew Research Center, divulgados esta terça-feira, mais de metade das pessoas em oito dos dez países  em que o inquérito foi realizado, Hungria, Itália, Polónia, Grécia, Holanda, Suécia, Espanha, Alemanha, França e Reino Unido, acredita que a chegada de refugiados ao território europeu faz crescer o risco de segurança e torna mais prováveis actos de terrorismo no seu país.

25 anos depois mulher assume governo Reino Unido

A corrida para substituir o primeiro-ministro britânico David Cameron ganhou uma reviravolta nesta segunda-feira, com a desistência da ministra da Energia, Andrea Leadsom.
Diante disso, a ministra do Interior, Theresa May, se tornará a primeira mulher a assumir o cargo em 25 anos, ou seja, desde o fim da era Margaret Thatcher.
Segundo anunciado por Cameron, May assumirá o posto na quarta à noite, o premiê comunicou que renunciaria ao cargo logo após o resultado do plebiscito que definiu a saída do Reino Unido da União Europeia.
May havia sido uma das escolhidas na semana passada pelos parlamentares do Partido Conservador para concorrer à votação que definiria o novo líder da sigla e, consequentemente, primeiro-ministro.

3200 pessoas nuas e pintadas de azul

Na manhã deste sábado, cerca de 3200 pessoas despiram-se e pintaram-se de azul para serem fotografadas por Spencer Tunick na cidade britânica de Hull, Capital Europeia da Cultura em 2017, no condado do Yorkshire, no Reino Unido.
Todos voluntários, responderam ao apelo do fotógrafo norte-americano, conhecido por retratar multidões sem roupa, e que desta vez se inspirou na relação da cidade com o mar - daí ter pedido aos participantes que usassem quatro tonalidades diferentes de azul para se pintarem despidos, antes de serem fotografados.
O azul foi igualmente uma referência ambientalista à subida do nível das águas do mar, causada pelo aquecimento global, disse o fotógrafo ao The Guardian, "Precisava de 2500 a 3000 voluntários para fazer este trabalho. Vieram 3200", revelou Tunick. "É a ideia dos corpos e da humanidade a inundar as ruas".

Efeitos da saída do Reino Unido da UE

Os efeitos do referendo, onde o sim, à saída do Reino Unido da União Europeia, venceu, tiveram um efeito “em cascata” na economia britânica.
O "Brexit" não demorou muito tempo a afectar fortemente o sector imobiliário, sector fundamental da economia britânica, em pleno “boom nos últimos anos. Incapazes de responder aos pedidos dos investidores desejosos de recuperar os seus investimentos, quatro fundos da Standard Life, da Aviva Investors, da Henderson Global Investors e da M&G Investments, que geram um total de nove mil milhões de libras de activos no imobiliário comercial (escritórios, lojas), decidiram encerrar temporariamente.

Coreia do Norte acusa EUA pelo “brexit” inglês

A Coreia do Norte considerou, nesta terça-feira, que os Estados Unidos da América e a política norte-americana para o Médio Oriente são os responsáveis pela saída do Reino Unido da União Europeia ('brexit').
A crise dos refugiados, uma das causas fundamentais do 'brexit', é o resultado inevitável do seguimento cego da política norte-americana por parte do Reino Unido, oposta ao espírito da União Europeia”, considerou o regime de Kim Jong-un, num raro editorial publicado hoje no diário Rodong, o jornal do Partido dos Trabalhadores, o partido único que governa a Coreia do Norte há décadas.

O texto argumenta que “a liderança dos EUA em matéria antiterrorista levou à destruição, agitação, sangrentos conflitos étnicos, confusão e caos no Iraque, Afeganistão, Líbia ou Iêmen, entre outros países, desencadeando, por fim, a crise dos refugiados na Europa”. 

Residentes no Reino Unido procuram emprego na Europa

Após a divulgação da vitória do “Leave” no referendo britânico para a saída da União Europeia, na manhã de 24 de Junho, o medo e a incerteza de um futuro em terras britânicas, começaram a tomar conta das vidas de muitos residentes do Reino Unido, a prova disso foi a afluência quatro vezes maior ao site de emprego alemão Jobspotting, por parte de cidadãos em território britânico, que quase deitou o servidor abaixo.
Hessam Lavi, fundador do site, disse ao jornal The Local, que “o rápido crescimento do tráfego reflecte a apreensão que os residentes britânicos têm relativamente aos seus trabalhos e futuros.” Estes comentários vêm reforçar a ideia de que poderá verificar-se um êxodo do Reino Unido para países que ainda pertencem à União Europeia.
O Jobspotting é um site que tem dois anos e que ajuda as pessoas a encontrar emprego em dez países e, normalmente, não tem tantos visitantes, “nem no Ano Novo, quando as pessoas querem cumprir as suas resoluções”, os utilizadores britânicos constituem 44% do total de utilizadores que têm acedido ao site e têm entre 25 a 34 anos.

“A União Europeia é suficientemente forte”

A União Europeia (UE) é suficientemente forte para ultrapassar a partida do Reino Unido, é suficientemente forte para continuar a avançar mesmo com 27 membros”, declarou na câmara baixa do parlamento alemão, Angela Merkel, antes de uma cimeira europeia em Bruxelas onde os dirigentes se reunirão pela primeira vez durante uma parte das discussões sem o Reino Unido.
Angela Merkel insistiu que a União “também é suficientemente forte para defender com sucesso os seus interesses no mundo do futuro” e que continuará a ser o garante da “paz, prosperidade e estabilidade” na Europa.
A governante alemã voltou a lamentar que o Reino Unido tenha escolhido no referendo de quinta-feira abandonar o bloco europeu, mas sublinhou que Londres não poderá esperar manter os privilégios da UE sem ter as obrigações.

Moody's antecipa incerteza económica Reino Unido

A agência de notação financeira Moody’s baixou as perspectivas sobre a dívida pública do Reino Unido, passando-as de estáveis para negativas e avisou que a nota dada ao país poderá ser alterada em breve, devido ao impacto do “Brexit” nos mercados e na economia.
Depois do referendo de quinta-feira, onde os britânicos decidiram por maioria deixar a União Europeia (EU), a Moody’s baixou as perspectivas da dívida por considerar que há o risco de o crescimento da economia ser mais fraco do que o previsto e de uma degradação das contas públicas do Reino Unido.
Durante os próximos anos, em que o Reino Unido terá de renegociar as suas relações comerciais a EU, a Moody’s antecipa que a incerteza, a diminuição da confiança e a redução das despesas e do investimento resulte num crescimento mais fraco”, refere a agência num comunicado divulgado na noite de sexta-feira.
Mas os alertas quanto aos aos impactos do “Brexit” não ficam por aqui. “O Reino Unido tem um dos défices orçamentais mais elevados, no conjunto das economias avançadas, e reduzir o crescimento do PIB dificultará a implementação do plano de consolidação orçamental previsto pelo Governo [do primeiro-ministro demissionário David Cameron]”, diz a Moody’s.